Coronavírus

Covid-19. Presidente da República já recebeu a primeira dose da vacina

Pedro Nunes

Marcelo deverá receber a segunda dose ainda antes da tomada de posse para o segundo mandato.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, "recebeu hoje a primeira dose da vacina contra a covid-19, no Hospital das Forças Armadas, em Lisboa", pode ler-se numa nota publicada no site da Presidência da República.

Marcelo "deverá receber a segunda dose ainda antes da posse a 9 de março", lê-se no mesmo texto.

A vacinação contra a covid-19 em Portugal começou em 27 de dezembro, abrangendo primeiro profissionais de saúde envolvidos na resposta a esta doença, e estendendo-se depois a profissionais e residentes em lares de idosos e unidades de cuidados continuados.

A primeira fase do plano de vacinação inclui também profissionais das Forças Armadas, forças de segurança e serviços considerados críticos.

Entretanto, começaram a ser vacinadas pessoas com 80 ou mais anos de idade e com 50 ou mais anos e patologias associadas.

Em 25 de janeiro, um dia depois das eleições presidenciais, foi divulgado que os titulares de órgãos de soberania iriam começar a ser vacinados em breve, incluídos nos serviços críticos, e que o primeiro-ministro tinha elaborado um despacho solicitando a cada órgão de soberania que estabelecesse as suas prioridades para a vacinação.

Segundo fonte de Belém, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu ao primeiro-ministro no dia 2 de fevereiro e, tratando-se de titular único de órgão de soberania, indicou para a vacinação, além de si próprio, os profissionais de saúde que trabalham na Presidência da República: um médico e duas enfermeiras.

Os conselheiros de Estado e representantes da República já constavam da listagem do primeiro-ministro, referiu a mesma fonte.

No dia 28 de janeiro, quando falou ao país após mais uma renovação do estado de emergência, o Presidente da República fez alusão à polémica sobre a quantidade de titulares de cargos políticos ou de funcionários de órgãos de soberania que seriam vacinados já nesta fase.

Marcelo Rebelo de Sousa considerou que "ninguém de bom senso quereria fazer passar centenas ou um milhar de titulares de cargos políticos, ou de funcionários, por muito importantes que fossem, de supetão, à frente de milhares de idosos, com doenças as mais graves, e, por isso, de mais óbvia prioridade".

Em Portugal, já morreram mais de 15 mil doentes com covid-19 e foram contabilizados até agora mais de 781 mil casos de infeção com o novo coronavírus, de acordo com a Direção-Geral da Saúde (DGS).

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