Coronavírus

Federação Nacional da Educação pede regresso às aulas prudente e com o conselho de especialistas

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FNE diz que o regresso é desejável, mas sem precipitações, para se evitar o perigo de um novo surto.

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A Federação Nacional da Educação (FNE) pede que o regresso às aulas aconteça apenas quando as autoridades de saúde o aconselharem e de forma prudente.

Num comunicado enviado às redações, a FNE diz que o regresso é desejável, mas sem precipitações, para se evitar o perigo de um novo surto.

Preocupada com as novas variantes do vírus SARS-CoV-2, a estrutura sindical considera que é necessário rever os planos adotados no ínicio do ano letivo, reforçar medidas e incluir os docentes e não docentes nos grupos prioritários da vacinação contra a covid-19.

Grupo de investigadores, médicos, professores e pais pede reabertura urgente das escolas

Uma centena de médicos, professores, pais e investigadores pediu ao Governo e ao Presidente da República a reabertura urgente das escolas a partir de 1 de março a começar pelos mais novos e de forma faseada com as devidas precauções.

Numa carta enviada ao primeiro-ministro, ao ministro da Educação, à ministra da Saúde, aos restantes membros do Governo, e ao Presidente da República, o grupo, do qual fazem parte o virologista Pedro Simas e o epidemiologista Henrique Barros, diz ser possível manter as escolas abertas com ensino presencial com as devidas precauções e apontam algumas medidas.

O grupo de pais, professores, epidemiologistas, psiquiatras, pediatras e outros médicos, psicólogos, cientistas e profissionais de diferentes áreas, lembra que um largo conjunto de investigações "mostrou que as escolas não são contextos relevantes de infeção e, durante o primeiro período, as medidas sanitárias em vigor nas escolas provaram que o curso da epidemia foi independente das escolas estarem abertas".

Professor alerta para sinal que é dado à população

O professor do ensino básico Paulo Guinote considera que a carta aberta é exagerada, questiona o sinal que é dado à população com a abertura das escolas e sublinha que a prioridade é a saúde pública.

Abrir as escolas? "Quanto mais rápido melhor", mas com "garantias de segurança sanitária"

Para o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, as escolas devem abrir o mais rápido possível, se assim for o entendimento dos especialistas e das autoridades de saúde.

No entanto, a Fenprof espera ser ouvida pela tutela.

Declarações de Mário Nogueira esta terça-feira de manhã, numa manifestação que juntou cerca de uma centena de professores em frente ao Ministério da Educação, em Lisboa, contra o regime de vagas que impedem progressão na carreira.