Coronavírus

População não "interiorizou" gravidade da pandemia em janeiro e a necessidade de cumprir as regras

Conclusões do relatório do estado de emergência, entregue no Parlamento.

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Portugal "não interiorizou" a gravidade da situação e a necessidade de cumprir as novas regras no início do atual confinamento. A conclusão, entre outras, é do último relatório do estado de emergência, entregue na terça-feira no Parlamento.

Coordenada pelo Ministério da Administração Interna, a equipa que escreveu o relatório refere que a população não interiorizou a gravidade da situação e a necessidade de cumprir as regras no inicio do novo confinamento, a 15 de janeiro, e é esse comportamento que justifica as decisões posteriores
do fecho das escolas e do controlo nas fronteiras.

O documento faz ainda o balanço da atuação da PSP e GNR. Diz que as forças de segurança tiveram sérias dificuldades em fiscalizar os casos de isolamento profilático, devido ao número crescente de pessoas nessa situação.

Na última quinzena de janeiro foram aplicadas mais de 3.500 coimas, a maioria por incumprimento do dever de recolhimento, falta de uso de máscara e desobediência à limitação de circular entre concelhos. 101 pessoas foram detidas e 204 estabelecimentos fechados.

Houve uma grande dificuldade em constituir as chamadas Brigadas de Intervenção Rápida, equipas multidisciplinares criadas para fazer face à falta de recursos humanos, nas estruturas residenciais para idosos. Os lares com casos ativos passaram de 227 para 282 em apenas 15 dias.

O relatório sobre o nono estado de emergência desde o início da pandemia é discutido esta quinta-feira no Parlamento.

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