Coronavírus

Covid-19. Bulgária suspende "corredores de vacinação" e culpa AstraZeneca

Jason Cairnduff

Farmacêutica explicou que "a produção de vacinas é um processo com complicações técnicas de alto nível".

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O Governo búlgaro suspendeu esta quinta-feira os chamados "corredores verdes", abertos há seis dias para quem quisesse ser vacinado, devido ao fornecimento insuficiente de vacinas, responsabilizando a farmacêutica AstraZeneca por não cumprir a entrega das doses encomendadas.

"Suspendemos temporariamente os corredores verdes devido à falta de vacinas", disse o ministro da Saúde, Kostadin Angelov, numa conferência de imprensa pela Internet.

"No dia 22 de fevereiro, 117 mil doses chegaram ao país e são 333 mil doses a menos que o prometido" pela AstraZeneca, acrescentou.

AstraZeneca não cumprirá o compromisso

De acordo com o ministro, há uma semana a farmacêutica sueco-britânica havia informado Sofia que antes do final de fevereiro iria realizar a entrega de dois carregamentos de vacinas contra a covid-19, um de 87 mil e outro de 54 mil doses.

"Posteriormente, soubemos que não receberemos nenhum dos dois suprimentos, o que significa que a AstraZeneca não cumprirá o seu compromisso de entregar 142.437 doses até ao final de fevereiro. Na quarta-feira, ficamos surpresos ao saber que a Bulgária receberá 52.800 doses até 01 de março", disse Angelov, após condenar o não cumprimento de compromissos por parte da empresa.

A Bulgária, com uma população de sete milhões de habitantes, optou sobretudo por este medicamento, encomendando mais de 4,5 milhões de doses, e agora vê todo o processo de imunização da população em risco.

O Ministério da Saúde da Bulgária enviou uma carta à AstraZeneca na quarta-feira expressando a sua "indignação e descontentamento", confirmou o ministro.

De acordo com Angelov, a farmacêutica reagiu explicando que "a produção de vacinas é um processo com complicações técnicas de alto nível" e prometeu um envio de mais de 52 mil doses até a próxima sexta-feira.

Vacinação na Bulgária

Na sexta-feira passada, a Bulgária, o país mais pobre da União Europeia, também era o que vacinava mais lentamente a sua população.

Para agilizar o processo, as autoridades puseram de lado o plano de dar prioridade a determinados grupos e abriram a possibilidade de vacinação a quem quisesse nos centros chamados "corredores verdes".

Isso quase triplicou em seis dias o número total de pessoas inoculadas com a primeira das duas doses necessárias, para 168.462 (32.008 também receberam a segunda dose), 2,4% da população.

Segundo Angelov, a Bulgária possui atualmente apenas 39.000 doses da vacina AstraZeneca, 30.000 da Pfizer/BioNTech e cerca de 12.000 da Moderna, volumes que não permitem manter o índice atual, de cerca de 20.000 pessoas vacinadas por dia útil.

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