Coronavírus

Quem já teve covid-19 tem anticorpos para toda a vida

Uma célula plasmática da medula óssea (colorida artificialmente), células, que produzem anticorpos.

Dr Gopal Murti/Science Photo Library

Revela um estudo publicado na revista Nature.

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Quem já teve covid-19 pode ter criado anticorpos para toda a vida, mesmo quem teve doença ligeira, diz agora um estudo publicado na revista Nature.

Os investigadores detetaram em pessoas que recuperaram da doença células protetoras na medula óssea e que permanecem durante meses no organismo ou até mesmo para sempre.

É a primeira vez que um estudo deteta estes tipo de células plasmáticas de vida longa - as chamadas células B de memória- que podem voltar a ser ativadas numa nova infeção.

O estudo demonstrou ainda que o nível de anticorpos cai abrutamente quatro meses após a infeção, mas pela primeira vez é demonstrada que o sistema imunitário tem capacidade para produzir mais anticorpos se for necessário.

Uma boa notícia para a imunidade de longa duração e para as vacinas em especial as que utilizam a tecnologia de mRNA - que também foram capazes de produzir este tipo de células.

A única grande questão passa apenas pelas variantes no SARS-CoV-2 que podem alterar esta resposta natural do organismo e atenuar os efeitos protetores dos anticorpos ao longo dos anos.

Vacinas contra a covid-19: as que estão a ser usadas e as que estão a caminho

Em menos de um ano desde que foi declarada a pandemia foram desenvolvidas várias vacinas em laboratórios por todo o mundo. A primeira vacina a obter autorização de emergência para inoculação foi a da Pfizer e BioNTech. O Reino Unido foi o primeiro país a aprovar esta vacina e a iniciar a campanha de vacinação, em dezembro de 2020.

Mais de 3,5 milhões de mortos no mundo

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.551.488 mortos no mundo, resultantes de mais de 170,6 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito sexta-feira pela agência noticiosa francesa AFP.

A covid-19 é uma doença respiratória causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2 detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

A grande maioria dos pacientes recupera, mas uma parte evidencia sintomas por várias semanas ou até meses.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global