Coronavírus

"Precisamos de dizer às pessoas que os sintomas ligeiros devem ser valorizados"

Entrevista SIC Notícias

Vasco Ricoca Peixoto, médico investigador da Escola Nacional de Saúde Pública, na Edição da Tarde.

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Vasco Ricoca Peixoto, médico investigador da Escola Nacional de Saúde Pública, defende que os sintomas ligeiros da covid-19 devem ser valorizados e que a comunicação das autoridades de saúde e Governo devem ser claras nesse sentido.

"Precisamos de dizer às pessoas que os sintomas ligeiros devem ser valorizados", afirmou.

O investigador apela a que as pessoas entendam os riscos das variantes a médio prazo: "Os riscos são reais, era bom que conseguíssemos antecipar". Fala também nos riscos das sequelas de uma infeção a níveis neurológicos e psiquiátricos, que já estão a ser verificados.

Além disso, Vasco Ricoca Peixoto alerta para os riscos a longo prazo: problemas de saúde nos próximos anos.

O médico investigador aponta ainda para os riscos de um elevado número de contactos ao longo da semana e não apenas em ajuntamentos e defende que os isolamentos e o rastreio de contactos têm de ser bem feitos, uma vez que são "situações importantes de contenção".

"Atravessar este verão num ambiente de campeonato, de viagens, de maior abertura, tem riscos de disseminação entre a população não vacinada, que ainda é bastante grande, e de entrada de novas variantes", afirma o investigador.

Portugal não avançou no desconfinamento previsto. As restrições mantêm-se na Área Metropolitana de Lisboa, mas com duas novas exceções. Três concelhos recuam no desconfinamento, 25 travam e há 19 em alerta.