Coronavírus

Vacinados e menores no Reino Unido não são obrigados a isolamento após contacto de risco

Hannah Mckay

Governo britânico também vai mudar as regras nas escolas.

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Pessoas com vacinação completa contra a covid-19 e menores de 18 anos não serão obrigados a isolar-se após um contacto com um infetado, anunciou esta terça-feira o Governo britânico, que também vai mudar as regras nas escolas.

Numa intervenção na Câmara dos Comuns, o novo ministro da Saúde, Sajid Javid, disse que, a partir de 16 de agosto, as pessoas que tenham tido um contacto de risco serão aconselhadas a fazer um teste PCR o mais rápido possível "para que possam ter certeza sobre o seu estado [de saúde]".

Jovens com menos de 18 anos, que ainda não são elegíveis para a vacinação, também vão poder evitar o isolamento profilático de 10 dias atualmente obrigatório se o teste tiver um resultado negativo.

"Esta nova abordagem significa que podemos gerir o vírus de uma forma proporcional à pandemia, enquanto mantemos as liberdades que são tão importantes para todos nós", afirmou Javid.

Regras vão alastrar às escolas

Pouco depois, o ministro da Educação, Gavin Williamson, confirmou aos deputados que as novas regras de rastreamento vão alargar-se às escolas, deixando de se aplicar o isolamento a grupos inteiros, também conhecidos por 'bolhas' [bubbles], após um contacto positivo.

"Reconhecemos que o sistema de 'bolhas' e isolamento está a causar interrupções na educação de muitas crianças. É por isso que vamos acabar com as bolhas e transferir o rastreamento de contactos para o sistema NHS Test and Trace para o ensino primário, escolas e universidades", adiantou.

O sistema de 'bolhas', que pode ser uma turma, ano ou escola inteira, foi criado para limitar as infeções dentro dos estabelecimentos, implicando horários intercalados e separação nos espaços comuns.

Atualmente, se um aluno que faz parte uma 'bolha' for positivo, todo o grupo precisa de ficar em isolamento em casa.

Aumentam as faltas à escola devido à covid-19

O número de ausências nas escolas tem aumentado acentuadamente nas últimas semanas, coincidindo com o crescimento significativo de casos com covid-19 devido à rápida propagação a variante Delta no Reino Unido.

Das 641.200 crianças que faltaram à escola em Inglaterra na semana passada por causa do novo coronavírus, 471.000 foi um resultado do sistema de contactos de risco dentro da escola, um aumento de 69% relativamente à semana anterior, de acordo com números do Ministério da Educação.

Alivio de restrições

As alterações nas regras são um resultado da determinação do Governo em aliviar restrições em vigor em Inglaterra, tendo o primeiro-ministro, Boris Johnson, anunciado na véspera que o uso de máscaras vai deixar de ser obrigatório e deixarão de existir limites aos ajuntamentos em 19 de julho.

Apesar de um número elevado de casos de contágio, que admite que chegue aos 100.000 por dia no verão, o Governo está confiante na eficácia das vacinas.

Nos últimos sete dias, entre 29 de junho e 5 de julho, a média diária foi de 18 mortes e 22.247 casos, o que corresponde a uma subida de 4,9% no número de mortes e de 53,2% no número de infeções relativamente aos sete dias anteriores.

O Reino Unido já imunizou mais de 45 mil pessoas, o que corresponde a 86% da população adulta, das quais quase 34 mil, ou 64% da população adulta, têm a vacinação completa.

O objetivo do Governo é completar a vacinação de todos os adultos até meados de setembro, tendo reduzido o intervalo entre tomas de 12 para oito semanas.

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