O mundo em pandemia cada vez mais se divide entre os que estão vacinados e os que não estão. É assim entre os países ricos e pobres. Mesmo dentro dos ricos, muitos recusam vacinar-se, o que está a provocar problemas, por exemplo, nos Estados Unidos e em França.
São poucos, mas ruidosos aqueles que protestam contra as novas medidas do Governo francês de combate à pandemia: consideram uma violação das liberdades individuais a obrigatoriedade de vacinação dos trabalhadores do setor da saúde, contestam o certificado digital e a necessidade de apresentar testes negativos à porta de cafés e restaurantes e fizeram-se ouvir numa visita do ministro da Saúde à cidade de Annecy.
O debate em curso inclui a possibilidade de a vacinação ser obrigatória para todos os franceses, caso a pandemia se intensifique. Seja como for, o país, com um nível relativamente alto de resistência à vacinação, registou um aumento de procura nos últimos dias e tem agora 54% de vacinados com uma dose, 40 com as duas.
Os Estados Unidos confrontam-se cada vez mais com cidadãos que recusam tomar qualquer vacina.
Los Angeles foi obrigada a reintroduzir a obrigatoriedade do uso da máscara no interior, devido a um aumento repentino no número de casos, sobretudo entre a população não vacinada, devido à variante Delta.

