Coronavírus

Covid-19. Especialistas propõem quatro níveis para aliviar restrições e nova matriz de risco

Os peritos acreditam que Portugal está numa fase de planalto da quarta vaga.

Saiba mais...

Os especialistas e os decisores políticos voltaram, esta terça-feira, a reunir-se no Infarmed para analisar o próximo passo no combate à pandemia em Portugal. Os peritos acreditam que o país está numa fase de planalto da quarta vaga, com os internamentos e a mortalidade ainda a subir.

Os peritos defendem a aplicação de um plano de quatro fases para a redução gradual das restrições atualmente em vigor. Na primeira recomendação, onde nos encontramos atualmente, as restrições mantêm-se iguais.

Sugerem que a máscara se mantenha em locais fechados e em eventos públicos, onde também é obrigatório o distanciamento social. A partir do segundo nível, a circulação sem máscara deve passar a ser garantida.

Nos casos concretos das idas à praia e a parques de campismo, a máscara deve ser obrigatória apenas em locais comuns e quando não se puder cumprir o distanciamento.

Nos restaurantes, os especialistas sugerem um limite de pessoas por mesa – que deverá aumentar de forma gradual com o avançar dos níveis – mas não fazem qualquer recomendação sobre horários.

Os casamentos e batizados poderão ter mais pessoas, com o avançar dos níveis, começando em 50% da capacidade.

Estas sugestões vão permitir ao Governo ponderar as novas medidas, que serão anunciadas na próxima quinta-feira, depois da reunião do Conselho de Ministros.

Especialistas defendem uma nova matriz de risco

Na primeira reunião no Infarmed em dois meses, os especialistas destacaram a importância da vacinação, numa altura em que a variante Delta tem já uma prevalência superior a 98% e face à possibilidade de novas mutações do vírus.

Sublinham ainda a maior que os mais jovens adultos têm sido a faixa etária com mais internamentos e alertam para as mortalidade entre os idosos que não receberam ainda a vacinam.

Os peritos defendem que está na altura de mudar a matriz de risco, de forma a que sejam também contabilizados os fatores como a vacinação, a letalidade e o número de internamentos.

Os especialistas reconhecem ainda que no inverno poderá haver uma nova onda pequena de covid-19.

Veja mais: