Coronavírus

Covid-19: Brasil regista 876 mortes e 36.473 novos casos em 24 horas

Anadolu Agency

Informação é do Ministério da Saúde brasileiro.

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O Brasil contabilizou 876 mortes e 36.473 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, informou, esta quarta-feira, o Ministério da Saúde brasileiro no seu último boletim epidemiológico.

Desde o indício da pandemia, o país sul-americano já perdeu 592.316 vidas devido ao novo coronavírus e registou 21.283.567 infeções.

Nas últimas 24 horas, o Estado do Acre foi o único que não somou mortes ou novos casos devido à doença.

De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde brasileiro, a taxa de incidência da doença no país é agora de 282 mortes e 10.128 casos por 100 mil habitantes, num momento em que a média móvel de mortes de encontra em queda no Brasil.

A lista de unidades federativas brasileiras com mais casos de covid-19 é liderada por São Paulo, que concentra 4.354.658 infeções, sendo seguido por Minas Gerais (2.116.703), Paraná (1.496.055) e Rio Grande do Sul (1.430.461).

Já os Estado com mais óbitos são São Paulo (148.495), Rio de Janeiro (65.227), Minas Gerais (54.162) e Paraná (38.624).

Num momento em que a Comissão Parlamentar de Investigação (CPI), que investiga a gestão governamental da pandemia, se encontra na sua reta final, o diretor-executivo da empresa de planos de saúde Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Júnior, passou hoje à condição de investigado pela comissão.

Tendo jurado dizer a verdade, Batista Júnior foi acusado por senadores de mentir e de ter trabalhado em conjunto com o chamado "gabinete paralelo", que atuaria no Ministério da Saúde durante a pandemia de covid-19.

Na sessão de hoje da CPI, o relator da comissão, Renan Calheiros, exibiu vídeos em que Batista Junior tratava de protocolos de combate à covid-19 com membros do grupo paralelo que atuava junto ao Governo de Jair Bolsonaro.

Os senadores também apresentaram vídeos, áudios e documentos encaminhados à comissão com denúncias de médicos e pacientes que comprovariam a orientação da Prevent Senior para distribuição da medicação sem eficácia contra a covid-19 de forma indiscriminada, além da pressão para que profissionais de saúde prescrevessem o kit do "tratamento precoce", que engloba fármacos como cloroquina e que é amplamente defendido pelo executivo.

O relator também mostrou mensagens segundo as quais os médicos da Prevent Senior seriam orientados a falsificar prontuários.

De acordo com uma reportagem exibida pela rede Globo, o plano de saúde Prevent Senior ocultou mortes de pacientes que participaram num estudo para testar a eficácia da hidroxicloroquina, associada à azitromicina, para tratar a Covid-19.

O estudo foi divulgado e enaltecido por Jair Bolsonaro como exemplo de sucesso do uso da hidroxicloroquina.

"O senhor [Batista Júnior] não tem condições de ser médico, modificar o código de uma doença é crime", disse o senador Otto Alencar.

"Essas pessoas morreram em consequência da covid-19. Isso é uma fraude", declarou, por sua vez, o senador Humberto Costa.

Em sua defesa, Batista Junior disse que ele e a empresa são vítimas de um conluio e de acusações falsas e recusou-se a falar de prontuários de pacientes mencionados nas denúncias.

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