Coronavírus

Covid-19: doente recebe transplante pulmonar depois de 162 dias em ECMO

05 January 2022, Hessen, Offenbach am Main: The tubes of an ECMO machine run past a patient’s leg in the intensive care unit for Corona patients at Sana Klinikum Offenbach. In the procedure, a machine takes over the function of the lungs and exchanges oxygen and carbon dioxide in the patient’s blood. All but two beds in the Corona intensive care unit are currently occupied. However, the corona infection figures in the Rhine-Main area are rising again. Photo: Sebastian Gollnow/dpa (Photo by Sebastian Gollnow/picture alliance via Getty Images)
05 January 2022, Hessen, Offenbach am Main: The tubes of an ECMO machine run past a patient’s leg in the intensive care unit for Corona patients at Sana Klinikum Offenbach. In the procedure, a machine takes over the function of the lungs and exchanges oxygen and carbon dioxide in the patient’s blood. All but two beds in the Corona intensive care unit are currently occupied. However, the corona infection figures in the Rhine-Main area are rising again. Photo: Sebastian Gollnow/dpa (Photo by Sebastian Gollnow/picture alliance via Getty Images)
O ECMO é uma técnica de suporte vital extracorporal que utiliza uma bomba para fazer circular o sangue por um pulmão artificial fora do corpo.

Uma doente com pneumonia provocada pela covid-19 foi sujeita a um transplante pulmonar depois de 162 dias com suporte de ECMO anunciou o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central (CHULC).

O transplante pulmonar na doente de 56 anos e cuja pneumonia evoluiu para uma fibrose, foi realizado no serviço de cirurgia cardiotorácica do Hospital de Santa Marta no "início do segundo trimestre" deste ano.

A ECMO é uma técnica utilizada para dar suporte ao coração e aos pulmões em casos de falência grave destes órgãos.

Segundo a mesma fonte, essa cirurgia decorreu após estar 162 dias com suporte ECMO em internamento na unidade de urgência médica no Hospital de São José.

“Durante a permanência em ECMO registaram-se várias complicações, entre elas, infeções bacterianas, insuficiência cardíaca (o suporte pulmonar fornecido pelo ECMO teve de ser complementado com suporte cardíaco pela mesma técnica) e hemorragia com necessidade de múltiplas transfusões”.

De acordo com o CHULC, a ventilação mecânica invasiva foi suspensa ao 42º dia de internamento, mantendo-se apenas sob suporte ECMO. Sem que se verificasse uma recuperação pulmonar, o transplante acabou por ser a solução encontrada para este caso.

“A cirurgia decorreu de acordo com o programado e, ao fim de 138 dias após transplante, a doente teve alta sem suporte de oxigénio, autónomo e mantendo um programa de reabilitação”.

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