Crise Migratória na Europa

Autoridades tunisinas resgatam 150 migrantes de embarcação no Mediterrâneo

(Arquivo)

Guglielmo Mangiapane

Os resgatados, na sua maioria provenientes do Bangladesh, deixaram a cidade líbia de Sabratha no último sábado, durante a noite.

A unidade de controlo costeiro tunisina resgatou 150 migrantes de uma embarcação à deriva na costa da cidade de Zarzis, no mar Mediterrâneo, e encontrou 14 pessoas mortas, informou na quinta-feira o Ministério da Defesa da Tunísia.

Os resgatados, na sua maioria provenientes do Bangladesh, deixaram a cidade líbia de Sabratha no último sábado, durante a noite, e foram localizados a 36 quilómetros de Zarzis.

Segundo a fonte governamental, dentro da embarcação, foram ainda encontrados na quarta-feira 14 cadáveres que foram transportados para a Proteção Civil.

Nas últimas horas, pelo menos 16 pessoas perderam a vida e outras 366 foram resgatadas (todos homens adultos), durante uma operação conjunta das guardas costeiras da Tunísia e da Líbia, num novo naufrágio na mesma área.

O barco, que saiu da cidade líbia de Zoara na segunda-feira, ficou 48 horas à deriva após uma falha no motor que provocou a morte de pessoas asfixiadas no porão.

Entre os resgatados pelas autoridades tunisinas estão 65 cidadãos de Marrocos, 62 do Bangladesh, 15 do Egito, oito da Síria, cinco do Sudão, cinco da Costa do Marfim, dois do Paquistão, dois do Mali, um do Quénia e outro da Eritreia.

Na semana passada, a Amnistia Internacional denunciou as "atrozes" violações cometidas pelas autoridades líbias durante as detenções de migrantes, depois de serem intercetados no Mediterrâneo e devolvido à força ao país de origem com cooperação europeia, tendo qualificado como uma atitude "vergonhosa"

Desde o início do ano, segundo dados da Organização Internacional para Migrações (OIM), pelo menos 270 migrantes morreram e 522 desapareceram na rota centra, que é considerada uma das mais mortíferas do mundo.

Durante o mesmo período, mais de 16 mil pessoas - incluindo 569 menores - foram intercetadas e detidas pela guarda costeira da Líbia, um órgão formado, na sua maioria, pela União Europeia (EU) e que está sob a suspeita de diferentes organizações humanitárias internacionais pelas suas alegadas ligações com as redes criminosas que se dedicam ao contrabando humano.

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