Crise Migratória na Europa

Migrantes protestam contra repatriamento: "Não somos terroristas, só precisamos de ajuda europeia"

Continua a crise migratória na Europa. Os curdos do Iraque organizaram protesto para recusar o repatriamento. Querem entrar na União Europeia.

A chanceler alemã diz que a Rússia tem a chave da crise migratória na fronteira da Polónia. Angela Merkel admite que a influência de Moscovo sobre a Bielorrússia pode resolver o drama de 7 mil migrantes retidos. Declarações depois de falhar outra vaga migratória de assalto.

A guarda fronteiriça da Polónia diz que foi o maior e mais agressivo assalto dos últimos dias. A partir de território da Bielorrússia, 230 migrantes atiraram paus e pedras aos polícias, cortaram a vedação de arame farpado e tentaram entrar ilegalmente no país.

Segundo Varsóvia, a vaga migratória foi controlada. O grupo foi empurrado de volta para solo bielorrusso.

Esta quinta-feira, entre os que esperam pela autorização para entrar na União Europeia, os mais impacientes foram os curdos do Iraque. Organizaram um protesto para recusar o repatriamento.

"Não temos uma vida para viver. Precisamos de ajuda. Precisamos de ajuda europeia. Ajudem-nos, levem-nos para qualquer país. Precisamos de segurança. Não somos terroristas. Só precisamos de ajuda. Estas pessoas não podem voltar para o Iraque. Não estamos seguros", diz um dos migrantes.

Merkel: "Lukashenko e Putin têm uma relação muito próxima"

Em Berlim, o drama dos 7 mil migrantes ilegais na Bielorrússia dominou a reunião entre a chanceler alemã e o primeiro-ministro da Polónia. Angela Merkel admitiu que a chave do problema está em Moscovo:

"Sabemos que Lukashenko e o Presidente Putin têm uma relação muito próxima".

Acusado de provocar a atual crise migratória em retaliação pelas sanções internacionais, o regime de Alexander Lukashenko defende-se. Diz que só este ano já prendeu mais de 11 mil migrantes ilegais.

A tensão agravou-se também na Lituânia e na Letónia. Com mais de 7 mil migrantes do Médio Oriente retidos, mais de metade chegados ilegalmente desde a Bielorrússia, a Lituânia iniciou um programa de repatriamento voluntário. Convenceu já dezenas de iraquianos a voltar para casa.

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