Daesh

Balanço de vítimas do ataque em Cabul sobe para 11 mortos

O atentado, reivindicado pelo Daesh, teve lugar esta quinta-feira em Cabul, durante uma cerimónia com vários oficiais afegãos.

O número de vítimas de um ataque com morteiros em Cabul, durante uma cerimónia em que participavam vários políticos na quinta-feira, subiu para 11 mortos e 95 feridos, disseram hoje as autoridades afegãs.

O balanço anterior, realizado na quinta-feira, indicava três mortos e 32 feridos.

De acordo com o porta-voz do Ministério do Interior, Nasrat Rahimi, o balanço foi revisto para 11 mortos, incluindo três mulheres, e 95 feridos que eram "na sua maioria civis".

O porta-voz afirmou ainda que "com base numa investigação preliminar" de seu ministério, "o ataque foi perpetrado por terroristas talibãs".

O Daesh reivindicou a responsabilidade pelo ataque na quinta-feira no seu site de propaganda Amaq.

Os talibãs, por sua vez, não fizeram comentários sobre o atentado.

Como tudo aconteceu

Cerca de 12 morteiros, de acordo com uma fonte de segurança contactado pela agência de notícias AFP, tiveram como alvo um comício comemorativo do 24.º aniversário da morte do líder xiita Hazara Abdul Ali Mazari (assassinado em 1995 pelos talibãs) e que decorria num recinto ao ar livre, no leste de Cabul.

Disparados do telhado de um imóvel próximo, a maioria dos morteiros caiu sobre as casas vizinhas.

As imagens da cerimónia, transmitidas ao vivo pela televisão afegã, mostraram um movimento repentino da multidão, com gritos e explosões, antes de a transmissão ser interrompida.

A polícia rapidamente cercou o prédio de onde vieram os morteiros, matando dois atacantes e prendendo "o principal suspeito", de acordo com Rahimi.

O último ataque em Cabul registou-se em janeiro contra um complexo das forças de segurança e foi reivindicado pelos talibãs, sendo que os combates entre os militares e os extremistas islâmicos são quotidianos em várias regiões do país.

Na quarta-feira, o Ministério da Defesa anunciou a morte de "92 terroristas" em confrontos que tiveram lugar em 34 zonas do Afeganistão.

Com Lusa