Europeias 2019

O segundo debate das europeias na SIC

A União Europeia prepara-se para as eleições mais importantes da sua história, depois de cinco anos em que tudo mudou.

O quadro político alterou-se na maior parte dos países e a extrema-direita pode conseguir um terço dos lugares, num Parlamento Europeu em desagregação.

A SIC e a SIC Notícias promoveram, por isso, um debate, esta terça-feira, que juntou sete cabeças de lista de partidos candidatos às eleições europeias: Rui Tavares, do Livre; Ricardo Arroja, da Iniciativa Liberal; Paulo Almeida Sande, do Aliança; Paulo Morais, do Nós Cidadãos!; Francisco Guerreiro, do PAN; André Ventura, do Basta!; e Luís Júdice do PCTP/MRPP.

O que trazem de novo para estas eleições europeias

O cabeça-de-lista do Livre, Rui Tavares, abriu o debate a afirmar que o partido "tem uma visão de Europa como uma democracia à escala continental".

Questionado sobre o que traz de novo a estas eleições europeias, Francisco Guerreiro, do PAN, responde que pretendem reforçar "a independência energética e trazer os jovens para a política".

Já André Ventura, cabeça-de-lista pelo Basta! falou dos impostos, defendendo que a Europa também se pode envolver nesta matéria.

Por sua vez, Ricardo Arroja, da Iniciativa Liberal, referiu que o "Parlamento Europeu está limitado pela agenda do Conselho Europeu" e que a Europa está "excessivamente burocratizada".

O cabeça-de-lista do PCTP/MRPP, Luís Júdice, iniciou a intervenção no debate a dizer que o partido defende a saída de Portugal do euro e da União Europeia.

"Somos os únicos a defender a saída de Portugal do euro e da Europa" -Luís Júdice do PCTP/MRPP

O partido Aliança, representado por Paulo Sande, afirmou que "o problema da lesgislação europeia é que chega a Portugal muito tarde".

Por último, a fechar a primeira parte do debate, Paulo Morais, do Nós Cidadãos!, reiterou que a Europa cresce, mas que Portugal fica sempre na "cauda".

Imigração e Refugiados

A segunda parte do debate é dedicada à discussão dos problemas da imigração e refugiados. André Ventura, diz que o Basta! não quer fechar a Europa nem fazer uma Europa-fortaleza.

"Ou há controlos ou não entra" ninguém em Portugal - André Ventura, do Basta!

O cabeça-de-lista do Livre considera que "a Europa não tem lidado bem com a questão dos refugiados", argumentando que 98% quer voltar a casa.

"98% dos refugaidos querem regressar a casa" - Rui Tavares, do Livre

Francisco Guerreiro, do PAN, defendeu critérios para "perceber o tipo de pessoas que entra na União Europeia".

Por seu turno, Paulo Sande, do Aliança, referiu que a Europa tem uma obrigação para com os refugiados e que deve resolver o problema da sua chegada.

O Iniciativa Liberal, representado por Ricardo Arroja, referiu que "a Europa é um espaço de Humanismo" e o Nós Cidadãos, pela voz de Paulo Morais, defende que os refugiados devem ser recebidos e tratados com dignidade.

Portugal na União Europeia

Esta fase do debate é dedicada ao posicionamento de Portugal na União Europeia. André Ventura começa por dizer que "não podemos continuar a ter uma Europa de tratamentos desiguais". Já Ricardo Arroja da Iniciativa Liberal defende que a UE tem de ser "um espaço de oportunidades".

"Não podemos continuar a ter uma Europa de tratamentos desiguais" - André Ventura, do Basta!

Luís Júdice do PCTP/MRPP disse que Portugal perdeu a "soberania orçamental e cambial". O PAN, por Francisco Guerreiro, argumenta que há uma falta de representatividade e que "é preciso que o Parlamento Europeu possa legislar".

"Vivemos no pré-colapso ecológico" - Francisco Guerreiro, do PAN

Por sua vez, o Nós Cidadãos!, afirma que "os cidadãos portugueses têm de sentir que por serem europeus têm mais direitos".

"Os portugueses têm de sentir que por serem europeus têm mais direitos" - Paulo Morais, do Nós Cidadãos!

O Aliança volta a defender a ideia de que o processo de decisão europeu chega tarde a Portugal. "O processo de decisão europeu tem um prazo de 2 a 3 anos, quando chega a Portugal já está no seu final", argumentou Paulo Sande.

Por último, Rui Tavares, argumentou que devia haver um plano de combate à pobreza. "Os lucros do resgates da Troika devem ser usados para um plano de combate à pobreza", disse o cabeça-de-lista do Livre.

Extremismos na União Europeia

A terceira ronda é dedicada à discussão sobre os extremismos na UE. Paulo Sande, do Aliança, abriu o debate a garantir que o partido defende "uma sociedade equilibrada".

"Defendemos uma sociedade equilibrada e a única maneira é combater os extremismos" - Paulo Sande, do Aliança

Do lado do Basta!, André Ventura, atribui as atitudes extremistas ao descontentamento da população. Disse ainda que não se sentia o "rosto da Extrema-direita", garantindo que isso para as pessoas "vale zero".

"Não me sinto o rosto da extrema-direita nem isso me preocupa" - André Ventura, do Basta!

Já Ricardo Arroja, da Iniciativa Liberal, defende que "os extremismos são um risco à coesão da Europa". Por sua vez, o Livre disse que "a família que mais cresce na Europa é a Esquerda Verde".

"Os extremismos são um risco à coesão de Europa" - Ricardo Arroja, da Iniciativa Liberal

Francisco Guerreiro, do PAN, falou a da Extrema-Direita como "um perigo" a combater. Por último, Luís Júdice, do PCTP/MRPP, defendeu que os níveis de probeza instigam os extremismos.

Abstenção nas Europeias

A entrar na reta final do debate, os cabeças-de-lista às europeias apresentam propostas para combater a abstenção, que foi superior a 66% nas eleições de 2014.

Rui Tavares, do Livre, começa por dizer que a abstenção não muda com os partidos atuais, mas pode mudar com o surgimento de novas ideias.

Neste tópico, André Ventura aproveitou para esclarecer as questões sobre o financiamento do partido, garantindo que o partido tem tido muito apoio e que considera "miseráveis" as suspeitas que têm sido levantadas.

Francisco Guerreiro, do PAN, defende que "deve haver uma proximidade política real às necessidades reais das pessoas".No seguimento, Paulo Morais, do Nós Cidadãos!, afirmou que o partido quer uma "campanha de proximidade". Já o Aliança mostrou confiança ao dizer que acredita que vai eleger dois eurodeputados.

"Acreditamos que vamos eleger dois deputados" - Paulo Sande, do Aliança

Luís Júdice, do PCTP/MRPP, voltou a insistir na saída de Portugal da União Europeia.

"Temos que fazer com que as pessoas reconheçam que a única solução é sair do euro e da UE" - Luís Júdice, do PCTP/MRPP

A concluir, Ricardo Arroja, da Iniciativa Liberal, anunciou que se for eleito não aceitará a subvenção partidária.

No final do debate, cada candidato falou durante um minuto. Recorde as declarações de cada um.

Paulo Sande - cabeça-de-lista do Aliança

Rui Tavares - cabeça-de-lista do Livre

Ricardo Arroja - cabeça-de-lista da Iniciativa Liberal

Francisco Guerreiro - cabeça-de-lista do PAN

Paulo Morais - cabeça-de-lista do Nós Cidadãos!

Luís Júdice - cabeça-de-lista do PCTP/MRPP

André Ventura - cabeça-de-lista do Basta!

As eleições europeias realizam-se no próximo dia 26 de maio.

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