Eleições Legislativas

Sondagem SIC/Expresso: empate técnico entre PS e PSD

Sondagem SIC/Expresso: empate técnico entre PS e PSD

Sondagem do ICS e do ISCTE para SIC e para o Expresso.

A três dias das eleições legislativas, a sondagem do ICS e do ISCTE para SIC e para o Expresso dá um empate técnico entre PS e PSD, com ligeira vantagem para os socialistas.

O PS recolhe 35% das intenções de voto, o que poderá significar entre 92 e 106 deputados. O PSD obtém 33%, o que lhe poderá dar entre 87 e 101 mandatos.  

Nenhum consegue a ambicionada maioria absoluta e os cenários para governar o país estão todos em aberto

Os resultados da sondagem:

Vantagem do PS sobre o PSD não é estaticamente significativa 

Apesar da sondagem da SIC/Expresso conceder uma vantagem de dois pontos percentuais ao PS, sobre o PSD, essa vantagem não é estatisticamente significativa, já que é necessário ter em conta as margens de erro associadas.  

Assim, os intervalos para cada um dos partidos são os seguintes: 

  • PS: 32% – 38% 
  • PSD: 30% – 36% 

A terceira força política

Na luta pelo lugar de terceira força política encontram-se Chega, Iniciativa Liberal e CDU, com um empate técnico de 6%, seguindo-se, logo abaixo, o BE com 5% dos votos. 

Por fim, e com resultados inferiores, surgem o PAN, com 2%, e o CDS e o Livre, ambos com 1%, o que significa que estes dois últimos podem nem sequer vir a eleger um deputado. 

Composição do Parlamento 

Vistas que estão as percentagens, é distribui-las em mandatos. A composição do Parlamento pode ficar substancialmente diferente

A sondagem SIC/Expresso aponta o PS a eleger entre 92 e 106 deputados, quando atualmente tem 108. O PSD pode eleger entre 87 e 101, superando os atuais 79.   

O Iniciativa Liberal deixa de ser representado apenas por um deputado e pode eleger entre 7 e 13 deputados.  

O mesmo se aplica ao Chega que, no limite, pode ficar com um grupo parlamentar de 12 deputados.  

A CDU consegue, no melhor dos cenários, manter os 12 deputados de 2019, mas também pode perder representantes

Nesta sondagem, o Bloco de Esquerda pode ver o grupo parlamentar encolher para metade ou até menos, elegendo, no máximo, 10 deputados quando, nas últimas eleições, chegou aos 19.  

Para o PAN, a possibilidade é eleger entre um e três deputados, ficando aquém dos quatro que tem neste momento.  

O CDS e o Livre podem só eleger um deputado ou, no pior dos cenários, desaparecer do Parlamento

Que cenários de governação podem surgir daqui? 

Com estes resultados, os cenários para governar o país estão todos em aberto.  

Se o cenário for o de Bloco Central, PS e PSD somam 68% das intenções de voto.  

À Esquerda, apresentamos três hipóteses para a maioria: 

  • A reedição da gerigonça com PS, CDU e BE (46%)  
  • PS e PAN (38%)
  • “Geringonça alargada”, com PS, CDU, BE, Livre e PAN (49%)

À Direita, também três cenários: 

  • PSD, Iniciativa Liberal e CDS (40%) 
  • PSD, Iniciativa Liberal, CDS e Chega (46%) 
  • PSD, Iniciativa Liberal, CDS, Chega e PAN (48%) 

Notas sobre a sondagem 

O trabalho de campo desta sondagem terminou na segunda-feira, seis dias antes das eleições. Estes resultados são estimativas das intenções de voto e não uma previsão de um futuro resultado eleitoral.  

Este estudo foi coordenado pelo ICS e pelo ISCTE.  

Foi ouvido um universo de indivíduos de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 18 anos e capacidade eleitoral ativa, residentes em Portugal, selecionados através do método de quotas 

A informação foi recolhida através de entrevista direta e pessoal na residência dos inquiridos e recorrendo a simulação de voto em urna. 

O trabalho de campo foi realizado pela GfK Metris entre 18 e 24 de janeiro de 2021. 

Foram contactados 3663 indivíduos elegíveis e validadas 1.003 entrevistas. 

A margem de erro máxima de +/- 3,1%, com um nível de confiança de 95%. 

Ficha Técnica

Este relatório baseia-se numa sondagem cujo trabalho de campo decorreu entre os dias 18 e 24 de janeiro de 2022. Foi coordenada por uma equipa do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) e do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE- IUL), tendo o trabalho de campo sido realizado pela GfK Metris. O universo da sondagem é constituído pelos indivíduos, de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 18 anos e capacidade eleitoral ativa residentes em Portugal Continental. Os respondentes foram selecionados através do método de quotas, com base numa matriz que cruza as variáveis Sexo, Idade (4 grupos), Instrução (4 grupos), Região (Regiões NUTII) e Habitat/Dimensão dos agregados populacionais (5 grupos). A partir de uma matriz inicial de Região e Habitat, foram selecionados aleatoriamente 131 pontos de amostragem onde foram realizadas as entrevistas, de acordo com as quotas acima referidas.

A informação foi recolhida através de entrevista direta e pessoal na residência dos inquiridos, em sistema CAPI, e a intenção de voto recolhida recorrendo a simulação de voto em urna. Foram realizadas 3663 tentativas de contacto, das quais se apurou que 259 correspondiam a situações não elegíveis. Foram obtidas 1003 entrevistas válidas (taxa de resposta de 30%, taxa de cooperação de 44%). O trabalho de campo foi realizado por 43 entrevistadores, que receberam formação adequada às especificidades do estudo. Todos os resultados foram sujeitos a ponderação por pós-estratificação de acordo com a frequência de prática religiosa e a pertença a sindicatos ou associações profissionais dos cidadãos portugueses residentes no Continente com 18 ou mais anos, a partir dos dados da vaga mais recente do European Social Survey (Ronda b). A margem de erro máxima associada a uma amostra aleatória simples de 1003 inquiridos é de mais cerca de 3,1%, com um nível de confiança de 95%.

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