Ativistas ambientais invadiram, esta noite, a sede de campanha da AD, em Lisboa. Manifestantes ergueram cartazes a exigir o “Fim ao Fóssil” até 2030.
Os ativistas sentaram-se em frente à entrada principal do hotel onde a AD acompanha a noite eleitoral, junto ao Marquês do Pombal, em Lisboa.
Os jovens gritaram que são estudantes do ensino secundário, que defendem o fim da utilização dos combustíveis fósseis e que estão em protesto pelo futuro do planeta.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) interveio, interrompendo o protesto e identificando os manifestantes, que acabaram por ser algemados e retirados do local em carros da polícia.
A PSP adiantou depois, em comunicado, que tinham sido "intecretados" cinco manifestantes, com "idades compreendidas entre os 16 e os 22 anos, que foram levados para a esquadra para serem identificados.
“A PSP, já presente no local, antecipou uma situação de potencial manifestação em incumprimento do regime legal, que pelo histórico e antecedentes conhecidos teria potencial para perturbação da ordem pública e do normal decurso dos trabalhos que se desenvolviam no Hotel Epic Sana, bem como perturbar a livre circulação de pessoas", referiu a polícia.
"Depois de cumpridos os formalismos legais de identificação", a PSP "dará conhecimento dos factos ao Ministério Público", acrescentou.
Também em comunicado, os ativistas referem que foram algemados elementos do grupo de manifestantes que são menores de idade, tendo sido levados para a esquadra do Martim Moniz. Os estudantes afirmam que o novo governo da AD "não vai poder governar" se não "der um futuro" aos jovens e promete, reunir-se, na segunda-feira, para planear novas ações.
Já nas últimas legislativas, em 2024, os ativistas tinham atirado tinta vermelha para a entrada do hotel, onde a AD estava igualmente a acompanhar a noite eleitoral, já depois de terem, anteriormente, atingido Luís Montenegro com tinta verde numa visita à Bolsa de Turismo de Lisboa.
[Notícia atualizada]
