Eleições no Brasil

Prisão preventiva para ex-deputado brasileiro por tentativa de homicídio de polícias federais

Prisão preventiva para ex-deputado brasileiro por tentativa de homicídio de polícias federais
Bruna Prado/ AP
Roberto Jefferson, aliado do Presidente do Brasil, utilizou "armamento de alto calibre para disparar uma rajada de mais de 50 tiros, além de lançar três granadas contra a equipa da Polícia Federal".

O juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro Alexandre de Moraes decretou esta quinta-feira a prisão preventiva do ex-deputado Roberto Jefferson, por tentativa de homicídio a polícias federais.

"O preso se utilizou de armamento de alto calibre, para disparar uma rajada de mais de 50 tiros, além de lançar três granadas contra a equipa da Polícia Federal", sublinhou Alexandre de Moraes, que neste momento acumula também o cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

O magistrado salientou que "o cenário se revela ainda mais grave pois, conforme constou do auto de apreensão, foram apreendidos mais de sete mil cartuchos de munição".

"Essa conduta, conforme ampla jurisprudência desta Suprema Corte, revela a necessidade da custódia preventiva para garantia da ordem pública", acrescentou.

Jefferson, um aliado do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, procurou resistir a um mandado de captura emitido pelo STF depois de ter publicado uma série de ataques verbais e ameaças contra uma das juízas do Supremo Tribunal.

Bolsonaro tenta distanciar-se de Jefferson

No domingo, o político reagiu com tiros e granadas a uma tentativa da Polícia Federal de o prender, que resultou em dois agentes feridos, e foi levado para uma prisão do Rio de Janeiro na segunda-feira.

Embora Jair Bolsonaro tenha tentado distanciar-se do antigo deputado, chamando-lhe "bandido" e mesmo afirmando que não havia fotografias dos dois juntos, as imagens dos dois abraçados num evento da presidência multiplicaram-se nas redes sociais.

Luiz Inácio Lula da Silva venceu a primeira volta das eleições no Brasil com 48,4% dos votos e Jair Bolsonaro, que procura a reeleição, recebeu 43,2%, pelo que os dois candidatos terão de se enfrentar numa segunda volta marcada para domingo.

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