Eleições no Brasil

Tensão na fronteira com o Paraguai: polícia obrigada a disparar para dispersar apoiantes de Bolsonaro

Tensão na fronteira com o Paraguai: polícia obrigada a disparar para dispersar apoiantes de Bolsonaro
Rodrigues Da Silva/ AP

Em São Paulo, bolsonaristas estão a bloquear o acesso ao aeroporto.

Um grupo de camionistas brasileiros, apoiantes de Jair Bolsonaro, que saiu derrotado nas eleições de domingo, bloquearam segunda-feira a fronteira com o Paraguai, provocando momentos de tensão, com a polícia a disparar tiros para o ar. Há também informações que dão conta de que os bolsonaristas estão a bloquear o acesso ao aeroporto de São Paulo.

De acordo com o jornal Globo, o bloqueio dos camionistas levou ao cancelamento de 25 voos no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, segundo a concessionária responsável. A GRU Airport informou que 13 voos foram cancelados esta terça-feira e cinco estão atrasados. Na segunda-feira, 12 voos já tinham sido cancelados.


Segundo reporta a agência Europa Press, com sede em Madrid, os camionistas protestavam contra os resultados da votação presidencial, que deu a vitória ao candidato apoiado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Luís Inácio "Lula" da Silva.


Segundo o jornal paraguaio ABC Color, a Polícia Nacional do Paraguai foi obrigada a intervir para normalizar o trânsito, embora a situação continue tensa do outro lado da fronteira, no Mato Grosso do Sul.


Rodrigues Da Silva/ AP

Um motorista de uma viatura particular que pretendia atravessar a fronteira e que nada tinha a ver com o bloqueio, na posse de uma arma, disparou vários tiros para o ar, provocando o pânico.


As forças de segurança procederam à detenção do motorista, advogado de profissão, que alegou que em nenhum momento colocou em perigo a integridade física de alguém.


Temendo uma possível falta de combustível nas áreas fronteiriças, o fluxo nos postos de gasolina da região também aumentou.


Com 100% dos votos contados, Luiz Inácio Lula da Silva venceu as presidenciais de domingo por uma margem estreita, recebendo 50,9% dos votos, contra 49,1% para Jair Bolsonaro, que procurava obter um novo mandato de quatro anos.

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