Eleições nos EUA

Líder do Senado dos EUA relativiza anúncio de vitória por parte de Trump

Bryan Woolston / Reuters

O republicano Mitch McConnell é aliado de Trump.

O líder da maioria no Senado dos Estados Unidos, Mitch McConnell, relativizou hoje a afirmação inicial de Donald Trump, que anunciou de madrugada a vitória, adiantando que a contagem dos votos em vários estados ainda vai demorar.

O aliado de Trump, reeleito senador pelo estado de Kentucky, adiantou que reivindicar a vitória numa eleição "é diferente da contagem final dos votos".

McConnell indicou também não estar incomodado com a intenção de Trump contestar a contagem dos votos em "estados chave", afirmando aos jornalistas, em Louisville, que os dois lados -- Trump, pelos republicanos, e Joe Biden, pelos democratas -- "terão os seus advogados".

"Os tribunais irão decidir as disputas. Esse é o caminho que se faz neste país", sublinhou.

Biden promete "luta sem tréguas" até que todos os votos sejam contados

O candidato democrata à Casa Branca, Joe Biden, prometeu hoje que lutará "sem tréguas" até que todos os votos sejam contados, apesar da "vontade" de o seu rival, o Presidente cessante, o republicano Donald Trump, interromper a contabilização.

"Não vamos dar tréguas até que todos os votos estejam contados", afirmou, na rede social Twitter, o ex-vice-Presidente de Barack Obama.

Por seu lado, Bill Stepien, diretor de campanha de Trump, indicou que o Presidente cessante pretende pedir "imediatamente" uma recontagem dos votos no estado de Wisconsin, onde a corrida presidencial continua renhida.

No Wisconsin, se os resultados se situarem numa margem de um ponto percentual, qualquer candidato pode solicitar uma recontagem dos votos.

"O Presidente está bem dentro do limite para solicitar uma recontagem e vamos fazer isso imediatamente", afirmou Stepien, mesmo antes de terminar a contagem da votação.

Contagem dos votos por correspondências nas Presidenciais nos EUE em 2020

Contagem dos votos por correspondências nas Presidenciais nos EUE em 2020

Bing Guan / Reuters

Trump denuncia aparecimento de boletins de voto "surpresa" durante a noite

As declarações de Biden e de O'Malley Dillon surgiram pouco depois de Trump ter denunciado, também no Twitter, o aparecimento de boletins de voto "surpresa" em vários "estados chave" que, indicou, lhe estão a retirar a vantagem.

"Ontem [terça-feira] à noite, tinha uma boa vantagem em numerosos 'estados chave'. Depois, um por um, [a vantagem] começou magicamente a desaparecer com a contagem de boletins [de voto] surpresa", escreveu Trump.

A rede social Twitter alerta os utilizadores sobre o conteúdo potencialmente enganoso desta mensagem, tal como já tinha feito a outra publicação em que acusava os democratas de tentarem "roubar a eleição" presidencial.

"Alguns ou todos os conteúdos compartilhados neste Tweet são contestáveis e podem ter informações incorretas sobre como participar de uma eleição ou de outro processo cívico", escreve a rede social na publicação de Donald Trump.

Segundo a agência noticiosa France-Press (AFP), os boletins a que Trump alude são, na verdade, os chegados pelo correio e que começaram a ser contabilizados, num processo que pode demorar vários dias em alguns estados e a agência acrescenta que o candidato republicano não apresentou provas do que afirma.

Já hoje de madrugada, Trump disse na televisão, apesar de os votos estarem ainda por contar, que já tinha sido reeleito, embora os votos ainda estivessem a ser escrutinados, e acusou os democratas, liderados pela candidatura de Joe Biden, de estarem a preparar "uma grande fraude contra a nação" por não ter ainda sido declarado vencedor.

Os cinco estados que ainda contam votos e que podem decidir o resultado

O resultado das eleições presidenciais norte-americanas está dependente de cinco estados, que já alertaram que precisam de mais horas, e até de dias, para contar os votos por correspondência que chegaram em números históricos devido à crise pandémica.

Wisconsin, Michigan, Pensilvânia, Geórgia e Nevada são os cinco estados norte-americanos (entre um total de 50) que concentram agora todas as atenções, um dia depois das eleições presidenciais.

Devido ao seu peso no Colégio Eleitoral, estes cinco estados podem decidir quem será o vencedor da 59.ª eleição norte-americana, entre Trump e Biden.

Em que ponto estão os candidatos Donald Trump e Joe Biden na conquista dos votos dos Grandes Eleitores

Os norte-americanos que vão às urnas não decidem diretamente quem vai ser o Presidente. Os candidatos têm de ganhar votos no Colégio Eleitoral.

Com base no número de habitantes, cada estado recebe um certo número de votos no colégio eleitoral.

Como é eleito o Presidente dos Estados Unidos da América?

Os norte-americanos que vão às urnas não decidem diretamente quem vai ser o Presidente. Os candidatos têm de ganhar votos no colégio eleitoral.

Com base no número de habitantes, cada estado recebe um certo número de votos no colégio eleitoral.

O vencedor das presidenciais norte-americanas tem de assegurar, no mínimo, 270 dos 538 "grandes eleitores" (uma maioria simples) que compõem o Colégio Eleitoral.

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