Presidenciais

Provocações e comparações marcam corrida a Belém

Candidatos trocaram ataques nas respetivas ações de campanha este fim de semana.

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Na corrida às presidenciais, João Cotrim de Figueiredo e António Filipe falaram este sábado de habitação, enquanto Luís Marques Mendes, Gouveia e Melo e André Ventura trocaram acusações.

Em Ponte de Lima, Gouveia e Melo questionou se a Presidência seria "a reforma dos políticos que falharam nos seus partidos".

Para Marques Mendes, há apenas um motivo: "Gouveia e Melo especializou-se em, dia sim, dia não, dizer mal de mim e fazer-me ataques pessoais. Eu acho que não é muito bonito, mas eu compreendo. Ele está a descer nas sondagens e eu estou a subir nas sondagens".

"E eu serei na Presidência, em matéria de independência, como foram Mário Soares, Jorge Sampaio, Cavaco Silva ou Marcelo Rebelo de Sousa", afirma o social-democrata.

O legados dos antigos Presidentes andam na boca dos candidatos. André Ventura tenta encostar Gouveia e Melo à esquerda por preferir os mandatos de Mário Soares.

"Quem diz que Mário Soares é a sua referência não pode ser o candidato da direita. Quem diz que ser indiano ou ser paquistanês ou português é a mesma coisa não pode ser o candidato da direita."

Já em Coimbra, perante uma plateia jovens estudantes de Direito, a habitação dividiu o candidato da Iniciativa Liberal João Cotrim de Figueiredo do comunista António Filipe.

O primeiro condenou a prisão a "medidas do passado", enquanto o segundo apontou responsabilidades ao "excesso de alojamento local", vistos gold e à especulação imobiliária.

António José Seguro ficará a saber este domingo se o PS está com ele. A Comissão Nacional do partido debate este domingo a proposta conjunta de José Luís Carneiro e Carlos César para apoiar o antigo secretário geral do PS.