Agora que já passaram as autárquicas, as presidenciais já podem começar a aquecer. Marques Mendes diz que há dois Gouveia e Melo: o que coordenou o processo de vacinação e, agora, este, que entrou pelo caminho da intriga e dos ataques pessoais, com os tiques da politiquice nacional.
Marques Mendes não deixou sem resposta o discurso escrito de Gouveia e Melo sobre o perfil do próximo Presidente de República em que dispara ao mesmo tempo contra os adversários, Ventura, Seguro e Mendes, mas sem assumir os alvos.
"Para ser completamente sincero acho que há dois Gouveia e Melo. Há o Gouveia e Melo do tempo da vacinação, que era uma pessoa que se preocupava com o país, e o país está-lhe grato, e o Gouveia e Melo agora candidato presidencial, que resolveu um pouco entrar pelos tiques da politiquice nacional. E, portanto, em vez de falar em como resolver os problemas do país, fala em taticismos, ataques pessoais e algumas intrigas", acusa Marques Mendes.
António José Seguro, outro candidato também alvo do almirante, optou deixar o militar na reserva a combater sozinho.
"Se ele sobre o país não disse nada, não tenho nenhum comentário a fazer, porque a minha candidatura é sobre o país, não é sobre os outros candidatos", acrescentou apenas, quando questionado se tinha sentido as palavras de Gouveia e Melo como um ataque direto.
À entrada para a apresentação do movimento Jovem Futuro, Seguro, o candidato a que o PS vai declarar apoio no domingo, também garantiu que passará a ser um candidato partidário.
Gouveia e Melo, que apresentou o Manifesto de Apoio à candidatura a Belém, insiste em distanciar-se dos partidos, conseguindo apresentar-se, ao mesmo tempo, como candidato do sistema e contra o sistema.