António José Seguro classificou como "inaceitáveis" os cartazes de campanha de André Ventura para as presidenciais, acusando o candidato do Chega de promover mensagens racistas e xenófobas.
O socialista rejeitou ainda a ideia de que Portugal precise de ditadores, sublinhando que o caminho deve ser o do reforço das instituições democráticas.
Com o seu habitual fato de professor do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, António José Seguro participou numa aula aberta dedicada ao tema da corrupção. Foi nesse contexto académico que reagiu às declarações do adversário, que no Parlamento afirmou que, com "três Salazares", o país teria menos corrupção.
Seguro prometeu que, se for eleito, será "um Presidente da Constituição", e aproveitou para acusar Ventura de violar a lei fundamental com a sua mais recente campanha.
O candidato socialista tem ainda mais de dois meses para tentar conquistar o maior número de votos, tanto dentro como fora do partido. Alexandra Leitão foi a última dirigente do PS a admitir que ainda não está totalmente convencida.
Durante a sessão, que durou cerca de uma hora e meia e contou com a presença do historiador José Pacheco Pereira, António José Seguro evitou pronunciar-se sobre a eventual criminalização do enriquecimento ilícito, uma bandeira antiga do PSD.
Caso a medida avance, e se vier a ser eleito, poderá um dia ter de decidir entre a promulgação ou o veto da lei.
Na sua intervenção, deixou uma defesa firme de um Estado mais transparente e apelou a uma mudança de cultura política, defendendo que um responsável envolvido em casos de corrupção não deve enfrentar apenas sanções judiciais, mas também uma clara condenação ética e política.