Presidenciais

Marques Mendes diz que Ventura "não pode nem vai ser Presidente"

A menos de três meses das eleições, os candidatos a Belém apostam no contacto com os eleitores. O candidato presidencial Luís Marques Mendes faz duras críticas a André Ventura. Já Seguro responde a quem o critica.

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O candidato presidencial Luís Marques Mendes considerou este domingo que o seu adversário André Ventura "não pode ser Presidente da República nem vai ser", acusando-o de "dividir os portugueses" e "minar a democracia". Já António José Seguro respondeu a quem o critica, dizendo que não se deixa condicionar. A menos de três meses das eleições, os candidatos a Belém apostam no contacto com os eleitores.

Há uma dúzia de domingos a separar esta pré-campanha da data das Presidenciais. No último domingo de outubro é ver candidatos por feiras. António José Seguro, João Cotrim de Figueiredo e Luís Marques Mendes, três a investir neste contacto mais ou menos espontâneo.

À margem de uma visita à Feira de Santa Iria, em Tomar, no distrito de Santarém, o antigo líder do PSD considerou "simplesmente lamentáveis" as afirmações do também presidente do Chega numa entrevista à SIC, na qual defendeu que Portugal precisava de "três Salazares".

"O país precisa de um Presidente que una os portugueses. Este homem está aqui para os pôr uns contra os outros", sustentou Marques Mendes.

O ex-líder do PSD e candidato a Belém sublinhou que o país exige um chefe de Estado que defenda a democracia e o respeito mútuo.

"Este homem não respeita nada, nem ninguém, como se viu ainda agora nesta entrevista recente. Numa palavra: este homem não vai ser, nem pode ser Presidente da República", salientou.

O antigo líder social-democrata disse que, ao contrário de André Ventura, quer "defender o respeito de uns pelos outros e das ideias de uns pelos outros".

"Ele quer dividir os portugueses, eu quero unir. Ele quer minar e até destruir a democracia. Eu quero reforçar a qualidade da nossa democracia. É isso que um Presidente da República deve fazer. São campos completamente opostos e por isso eu digo que este homem não pode ser Presidente da República, nem vai ser Presidente da República, porque não é isto que os portugueses querem de um Presidente da República", sustentou.

Marques Mendes disse ainda que o presidente do Chega "quer ser primeiro-ministro" e não Presidente da República, pretendendo com a sua candidatura a Belém "criar ruído, confusão e provocação".

Na Feira da Caça de Mértola, António José Seguro até vem com promessas de dar voz ao Interior. Mas no repertório pra acompanhar tocadores de concertina não vai lá. Muda-se o estilo para agradar, algo que como candidato presidencial garante que não fará, por mais críticas que oiça.

Quem vem pela Iniciativa Liberal também garante que não ficará com as amarras da representação eleitoral do partido.

André Ventura, que foi à Madeira pelos resultados das autárquicas, junta-lhe, neste almoço-comício, entre os seus, o crescimento do Chega nas legislativas para reafirmar que ali vai cumprir objetivo de Presidenciais, que acontecem no calendário previsto.

Dentro de umas semanas, promete voltar à Madeira para essa campanha que diz ser em nome de uma causa e não de pessoas, numa eleição que é, por princípio, personalizada.

Com Lusa.