Presidenciais

Presidenciais: um candidato levanta hipótese de desistir e outro lança desafio só a alguns

A crise na Saúde continua a marcar a pré-campanha para as eleições presidenciais, onde reapareceu a palavra “desistência”. O candidato apoiado pelo Livre admitiu desistir para o candidato da esquerda que esteja mais bem colocado para ir à segunda volta. A ideia foi, contudo, prontamente rejeitada por outros candidatos de esquerda e também de direita.

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“Nem sei como é que se escreve ‘desistência’. Não conheço essa palavra”, declarou João Cotrim Figueiredo. A palavra que falta no dicionário do candidato liberal entrou no prontuário das presidenciais depois de Jorge Pinto, apoiado pelo Livre, ter admitido desistir a favor da candidatura de esquerda melhor colocada nas sondagens para ir à segunda volta. 

“Se está a propor desistir em meu favor, está à vontade para desistir a favor da minha candidatura”, afirmou António Filipe, o candidato presidencial apoiado pelo PCP. 

“Nas sondagens que saíram, eu, modestamente, sou quem está mais bem posicionada e que diz claramente que é de esquerda”, atirou também Catarina Martins, a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda. 

Saúde no centro da discussão 

Está cada um por si, com os problemas da saúde a entrarem na pré-campanha de todos, agora, com o tema dos médicos tarefeiros (que asseguram o funcionamento das urgências) em protesto contra alterações legislativas que o Governo estará a preparar. 

“Estamos com um clima muito crispado, precisamos de ter um clima de maior equilíbrio. Só vejo uma solução: diálogo e negociação”, afirmou o candidato Luís Marques Mendes. “Faço um apelo ao Governo e faço um apelo aos tarefeiros.” 

Henrique Gouveia e Melo defendeu que um candidato presidencial, como um Presidente, “não deve estar a interferir na governação permanentemente”. “O Governo tem de ter espaço para governar”, defendeu. 

O desafio de Ventura a (apenas) alguns candidatos 

André Ventura resolveu colar-se à embalagem dos pactos para a Saúde pedidos pelos adversários. “Desafiava, por isso, o almirante Gouveia e Melo, o dr. Marques Mendes e o dr. António José Seguro para um debate a discutir exclusivamente os principais problemas da Saúde”, anunciou. Isto porque, afirma um pacto para a Saúde deve rejeitar propostas dos partidos de esquerda que considera ideológicas. 

Gouveia e Melo reagiu afirmando que não responde a “provocações de outros candidatos”.  

“Vamos ter dezenas de debates. Não vale a pena acrescentar mais debates”, declarou Marques Mendes, em resposta a Ventura. “Não contam comigo para politiquice.”