No dia a seguir à cirurgia do Presidente da República em funções, os candidatos ao cargo enviaram votos ao Chefe de Estado. Marcelo Rebelo de Sousa foi operado a uma hérnia encarcerada, esta segunda-feira, depois de se ter sentido mal.
“Foi um susto. Vai ter de ter uns dias de descanso, o que nós sabemos que, para ele, é sempre um drama”, afirmou Luís Marques Mendes.
“Os meus votos são de rápidas melhoras e sei que a energia que tem rapidamente permitirá estar de volta à arena política”, declarou André Ventura.
João Cotrim Figueiredo recomendou a Marcelo Rebelo de Sousa “que se mexa”, porque “neste tipo de intervenções, a mobilidade precoce é aquilo que mais garante restabelecimento pleno”.
“Espero que o Presidente Marcelo Reblo de Sousa possa voltar rapidamente à vida ativa”, expressou Jorge Pinto.
“Espero que recupere rapidamente, é o que interessa”, afirmou também Catarina Martins.
O fator Sócrates
Os restantes candidatos também foram usando as redes sociais para falar do assunto, mas houve mais temas para pôr na agenda. José Sócrates entrou na campanha depois de declarar apoio a Gouveia e Melo. Um apoio que irritou o almirante.
O dia também fica marcado pela renúncia de Afonso Camões, o antigo presidente da Lusa e antigo diretor do Jornal de Notícias, que era mandatário de Gouveia e Melo por Castelo Branco. Diz que abandona o lugar para não embaraçar o candidato.
Afonso Camões é mais um dos apoiantes do almirante com ligações a José Sócrates. Foi ouvido numa escuta a negociar com o antigo primeiro-ministro a sua nomeação para a direção do JN, pedindo a Sócrates que intercedesse junto de Daniel Proença de Carvalho, que era, na altura, presidente do grupo de média que detinha o jornal.
Para além de Camões, também Luís Bernardo, ex-assessor de Sócrates, está na lista de apoiantes. Mas, em entrevista à CMTV, Gouveia e Melo garante que há um universo que o separa de Sócrates.
A greve geral e a ministra do Trabalho
De visita à Cáritas, Marques Mendes introduziu o tema da Habitação. Já Cotrim Figueiredo e Jorge Pinto estiveram juntos no mesmo evento. À margem, criticaram a ministra do Trabalho, que atacou o que diz serem motivações políticas da greve geral.
Até 18 de janeiro, os candidatos vão insistir nas bandeiras que querem levar às urnas.