Presidenciais

Candidatos a Belém já entregam assinaturas e há até quem prometa vestir-se de D. Afonso Henriques

Já começaram a ser formalizadas as candidaturas das presidenciais junto do Tribunal Constitucional. Para além de António Filipe, há mais um candidato que entregou as assinaturas necessárias. Humberto Correia é pintor e promete fazer campanha vestido de D. Afonso Henriques.

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Humberto Correia entregou a proposta de candidatura à Presidência da República no Tribunal Constitucional. Tem anexadas quase 9.500 assinaturas. Se forem todas validadas, são mais do que suficientes para ter o nome no boletim de 18 de janeiro.

O candidato é pintor e autor e quer percorrer o país vestido de D. Afonso Henriques com o direito à habitação como causa central e tem a certeza de que não é um desconhecido dos portugueses.

"Para eu conseguir as 10.136 assinaturas, abordei para cima de 200 mil pessoas. E mais, mandei para o país inteiro, para cima de três mil cartas às juntas de freguesia, Portugal Continental, Madeira e Açores. Eu pus o país inteiro a fazer certidões para mim, dos meus proponentes", afirma à SIC Humberto Correia.

António Filipe chegou a seguir. Nestas caixas estão quase 13 mil assinaturas para formalizar uma candidatura apoiada pelo PCP e pelos Verdes.

"Uma candidatura para agregar as vontades de quem se identifique com os valores da Constituição, com os valores do 25 de Abril e os queira ver efetivados", indica António Filipe.

A pré-campanha segue. Ainda faltam duas semanas para terminar o prazo de entrega das candidaturas e os protagonistas vão repetindo lugares para poderem ter agenda todos os dias.

António José Seguro está no cenário que tinha sido de Gouveia e Mel no dia anterior. É tão bom como qualquer outro para responder às críticas de Marques Mendes que no frente a frente o acusou de só dizer generalidades.

"Tenho ouvido tanta asneira sobre mim, aquilo que para mim é mais importante é fazer a minha campanha. Sinto-me tranquilo, sinto-me confiante, sinto-me feliz. Saí do meu sofá ao fim de 10 anos de fora completamente da vida pública porque quero ajudar e servir o meu país", apontou Seguro.

Marques Mendes aproveitou para anunciar mais um mandatário. Dino d'Santiago está com a pasta da Cultura, Diversidade e Inclusão. O artista tem sido uma voz ativa na luta contra o racismo.

Esta empresa de cerâmica é o local escolhido por Gouveia Melo para pôr o tema da imigração na agenda.

"Os portugueses já não querem fazer alguns trabalhos na área mais fabril e esta produção só existe porque há gente estrangeira que está disponível e as pessoas que estão aqui estão totalmente integradas, têm os seus salários, com o tempo regularizam a sua situação no país, trazem as suas famílias e com o tempo, passado uma ou duas gerações, fazem parte completamente da nossa comunidade", argumentou Gouveia e Melo.

Os cartazes de André Ventura voltam a entrar na campanha. O presidente do Chega vai ter ainda que responder a tribunal na qualidade de réu.

"Estamos a perder o bom senso do debate e do pluralismo político. A mínima coisa é processos-crime. Não gostamos da mensagem sobre ciganos, processo-crime. Não gostamos de mensagens sobre imigrantes, processo-crime. Os corruptos não gostam de mensagens, processo-crime... judicialização", afirma o líder do Chega.

Para que Ventura possa responder em tribunal, o Parlamento vai votar esta sexta-feira um parecer da Comissão de Transparência.