Henrique Gouveia e Melo diz que há vários casos de pessoas que foram pressionadas a não apoiar a sua candidatura.
Em declarações numa entrevista à TSF e ao Jornal de Notícias divulgada este domingo, o candidato presidencial denunciou "uma pressão tremenda dos partidos" para que os seus membros se afastassem da sua candidatura, defendendo que "não podem usar o poder das estruturas do Estado para condicionar eleitores".
Questionado sobre como se podem inverter essas tentativas de condicionamento, Gouveia e Melo defendeu que é preciso "perceber verdadeiramente o que é a democracia", argumentando tratar-se de uma questão cultural.
"[A existência de pressões] É cultural. Isto é um problema cultural. E nós temos que perceber que não podemos condicionar ninguém. Muito menos usar o poder, direto ou indireto, para condicionar opções. Quem não pensa assim não é verdadeiramente democrata."
"Portugal precisa de um novo contrato social"
A propósito do pacote laboral proposto pelo Governo, o candidato a Belém considera que "Portugal precisa de um novo contrato social, em que os patrões e os trabalhadores se unam para modernizar a economia".

"Andamos a discutir outra vez o Código do Trabalho como se isso desse um salto gigantesco na produtividade. Curiosamente, com o Código do Trabalho que temos, a produtividade portuguesa até tem aumentado. E tem aumentado mais do que a média europeia", aponta.

