Presidenciais

Pacote laboral entra nas presidenciais: entre o silêncio e a contestação, os candidatos dividem-se

Marques Mendes e Gouveia e Melo defendem que governo, sindicatos e patrões cheguem a acordo sobre as alterações ao pacote laboral depois da greve geral. Catarina Martins e António Filipe rejeitam por inteiro as alterações propostas pelo Executivo de Luís Montenegro.  

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Luís Marques Mendes levou, este sábado, as duas netas mais velhas à festa de Natal lisboeta, a Wonderland. O candidato apoiado pelo PSD tem pedido resultados ao Governo na saúde, mas as alterações propostas pelo Executivo em matéria laboral continuam a merecer do social-democrata um profundo silêncio. Marques Mendes sente, todavia, ser obra dele o ambiente mais leve que lhe parece existir entre a UGT e o Governo.

Por sua vez, Gouveia e Melo fez a rota dos mercados algarvios, onde o maior feito em terra deste marinheiro continua na boca do povo. "Se no tempo da covid você não tem vindo tomar conta disto, as vacinas eram para o primo, para o cão e para o gato", diz um popular.

É a simbólica luta do cão e do gato, ou do gato e do rato, que parece orientar o pensamento de Catarina Martins quando vêm à conversa as alterações propostas pelo governo ao pacote laboral. Para a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, Executivo e trabalhadores estão sempre em polos opostos nesta matéria.

Já Cotrim Figueiredo só mudaria meia dúzia das mais de 100 mudanças em cima da mesa. André Ventura, no que lhe toca, deixou um aviso a Luís Montenegro.

"Precisamos de uma lei que proteja a inovação, mas não devemos deixar que tire direitos a quem trabalha por turnos, e não devemos ter uma lei que seja um bar aberto de despedimentos", referiu.

No lado oposto, está o comunista que confia na força da greve para travar a centena de alterações pré-anunciadas pelo Governo. Não sendo candidato a Belém um posto de trabalho, a 11 de dezembro, a greve de António Filipe será, sobretudo, simbólica.

Nos últimos 50 anos, o país enfrentou apenas 10 greves gerais.