A candidatura de Marques Mendes à Presidência da República desafia os restantes candidatos a Belém a divulgarem também todos os clientes que tiveram durante a atividade profissional que exerceram nos últimos anos.
O repto foi lançado, esta tarde, por Miguel Poiares Maduro, da comissão política da candidatura de Marques Mendes, depois de o candidato ter revelado, esta tarde, a lista de clientes da sua empresa familiar - após a revista Sábado ter noticiado que ganhou mais de 700 mil euros, nos últimos dois anos, enquanto consultor.
Para Poiares Maduro, a iniciativa tomada por Marques Mendes é “inédita” em candidatos a cargos públicos. Afirma que vai “mais longe” até do que aquilo que são as obrigações de quem já é titular de um cargo público.
Cotrim Figueiredo e Gouveia e Melo na mira
Um “sinal de transparência” que considera fundamental para o escrutínio e para a avaliação de “potenciais conflitos de interesse”. É por isso que, afirma Miguel Poiares Maduro, a candidatura de Marques Mendes pretende que o mesmo seja feito pelo resto dos nomes que se apresentam na corrida à Presidência da República.
“Venho aqui convidar os outros candidatos presidenciais, desde logo aqueles que estiveram no exercício de atividade privada nos últimos anos (...), a revelarem todos os clientes que tiveram nos últimos anos”, declarou Miguel Poiares Maduro, esta tarde.
Também àqueles que exerceram funções públicas, a candidatura de Marques Mendes apela que” revelem se, nas suas candidaturas, estão pessoas com as quais essas organizações públicas celebraram contratos nos últimos anos”.
“[Marques Mendes] tem demonstrado a transparência que nenhum outro candidato tem revelado”, defendeu Miguel Poiares Maduro. “Aquilo que espero é que a transparência de Luís Marques Mendes seja uma obrigação de transparência para todos os outros candidatos.”
O membro da comissão política da candidatura de Marques Mendes deixou ainda críticas a dois dos adversários do candidato nestas presidenciais, João Cotrim Figueiredo e Henrique Gouveia e Melo, que acusa de levarem a cabo uma “campanha de insinuações não concretizadas”.
“Candidatos que estão a fazer campanha desse tipo a única coisa que revelam é que não têm condições para ser Presidente da República”, concluiu.