Presidenciais

Rangel diz que "não é tempo de venturas" e que votar em Seguro e Gouveia e Melo é “votar em branco”

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros manifestou confiança na vitória de Luís Marques Mendes nas eleições presidenciais, tecendo duras críticas aos principais adversários. Paulo Rangel defendeu ainda que Portugal precisa de estabilidade e previsibilidade na Presidência da República.

O ministro de Estado e Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel intervém esta tarde num almoço do candidato à Presidência da República, Luís Marques Mendes com apoiantes em Vila Verde, 10 de janeiro de 2026.
O ministro de Estado e Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel intervém esta tarde num almoço do candidato à Presidência da República, Luís Marques Mendes com apoiantes em Vila Verde, 10 de janeiro de 2026.
MIGUEL A. LOPES / LUSA

O ministro Paulo Rangel disse, este sábado, acreditar que Luís Marques Mendes ficará "em primeiro" na eleição presidencial, mas avisou contra "aventuras liberais" e para o "voto em branco" que diz ser escolher António José Seguro ou Henrique Gouveia e Melo.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros falava num almoço-comício da candidatura presidencial de Luís Marques Mendes, em Vila Verde (distrito de Braga), no qual também marcou presença o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes e, novamente, o secretário-geral e líder parlamentar do PSD, Hugo Soares.

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Rangel começou por comentar os resultados dos barómetros que têm sido divulgados na última semana e que têm colocado o candidato apoiado por PSD e CDS-PP em quinto lugar.

"Vou ouvindo uns zunzuns de que 'agora há este que está à frente, agora há este que está atrás, agora vem um, agora vem outro, estão nervosos, estão muito animados, estão um pouco inquietos, ai agora estão mais animados outra vez"", ironizou.

O ministro, que até considerou que "esta jigajoga" é positiva para Mendes, pediu aos apoiantes que não tenham ilusões sobre o desfecho final da eleição de 18 de janeiro e da segunda volta.

"Esta semana que acabou foi apenas e só a semana do aquecimento. E agora não tenham dúvidas, o nosso 'sprinter' Luís Marques Mendes vai disparar e já no domingo, dia 18, vai chegar em primeiro à meta. Não tenham qualquer dúvida sobre isso", disse.

Rangel diz que "não é tempo para (a)venturas"

No entanto, apesar desta certeza, deixou vários alertas sobre os principais adversários de Luís Marques Mendes na corrida a Belém, começando por dizer que, perante a complexidade do cenário internacional, "este não é tempo de venturas", numa referência ao líder do Chega, mas demorando-se mais no candidato apoiado pela IL João Cotrim de Figueiredo.

"O que nós vemos que está diante de nós é uma aventura liberal que pode pôr em causa aquilo que é a estabilidade social, a previsibilidade, a garantia e a segurança de colaboração com o Governo", avisou.

Lembrando que a IL até votou contra o primeiro Orçamento do Estado do atual Governo, Rangel recuperou algumas das propostas deste partido, como a taxa única no IRS ou a privatização da Caixa Geral de Depósitos, Rangel acusou Cotrim de ter escrito "uma carta bastante inoportuna" ao primeiro-ministro a dizer o que quer fazer à segurança social.

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O número dois do Governo prosseguiu nas críticas, dizendo que o tempo "também não está para aventuras militares", numa referência ao almirante na reserva Gouveia e Melo, e sem poupar igualmente António José Seguro, "o candidato socialista das esquerdas", que considera ter estado "num retiro esfíngico".

"O candidato António José Seguro esteve dez anos fora, não disse nada sobre Portugal, ninguém lhe conhece o pensamento, houve uma espécie de eclipse no seu pensamento", acusou.

Para Rangel, "o voto em António José Seguro é igual ao voto no almirante Gouveia e Melo".

"São dois votos em branco, ninguém sabe o que eles pensam. São duas caixas que estiveram sem falar sobre Portugal, sem falar sobre a política portuguesa, sem dizer aquilo que pensavam durante imenso tempo", criticou.

Em contraponto, defendeu que se os portugueses querem "saber com o que contam" em Belém têm de votar em Luís Marques Mendes.

"Temos de ter ao leme do país pessoas de confiança, pessoas que garantam estabilidade, pessoas que, sendo independentes dos governos, não tenham a vertigem de deitar governos abaixo ou de estar constantemente a perturbar a atividade governativa", apelou, dizendo ficar "inquieto e preocupado" ao olhar para o leque de adversários de Mendes.

- Com Lusa