Presidenciais

Carta aberta junta 250 figuras "não socialistas" no apoio a Seguro e rejeição de Ventura

A carta aberta "Não-Socialistas por Seguro" junta para já 250 nomes.

António José Seguro
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Um conjunto de figuras da área “não socialista” juntou-se e escreveu um manifesto a explicar o porquê de optarem por votar em António José Seguro na segunda volta das eleições Presidenciais, que se realizam no próximo dia 8 de fevereiro.

Entre as figuras, de várias áreas e setores de atividade, contam-se Adolfo Mesquita Nunes, Afonso Reis Cabral, André Coelho Lima, António Capucho, António Nogueira Leite, Arlindo Cunha, Carlos Pimenta, Carlos Carreiras, Daniel Proença de Carvalho, David Justino, Diogo Feio, Domingos Amaral, Duarte Marques, Filipa Roseta, Francisco Avillez, Francisco José Viegas, Francisco Mendes da Silva, Guilherme Silva, Henrique Raposo, João Carlos Espada, João Maria Jonet, José Diogo Quintela, José Eduardo Martins, Pacheco Pereira, Miguel Esteves Cardoso, Poiares Maduro, Pedro Santa Clara, Tiago Pitta e Cunha, entre muitos outros.

Os subscritores começam por explicar que este duelo na segunda volta nada tem que ver com a primeira e única segunda volta nas presidenciais que já se realizou, em 1986, dado que na altura a escolha era entre “um moderado de esquerda e um moderado de direita”, enquanto que agora, quarenta anos passados, estão em luta “um candidato do centro-esquerda e outro das direitas radicais”.

Depois, detalham os motivos que os levam a rejeitar o líder do Chega:

"Pertencendo ao campo não-socialista, entendemos que André Ventura não nos representa. Rejeitamos tanto o estilo como a substância, a manifesta falta de sentido de Estado, e o divisionismo que anuncia”, afirmam, acrescentando que o candidato da direita populista radical “não apresenta condições objetivas nem subjetivas para exercer o mais alto cargo do Estado", porque, entre outros, apresentou propostas inconstitucionais, tem tentações censórias e alinha com governo autocráticos.

Por isso mesmo, e apesar de se apresentarem como do campo político “não socialista”, os nomes entendem que Seguro é o melhor candidato. “Evitou na campanha o facciosismo e a ofensa, e tem um percurso político de moderação, honestidade e dignidade”, afirmam.

Concluindo, dizem que apesar das “discordâncias ideológicas” com o candidato, acreditam que Seguro “não atentará contra os valores democráticos e humanistas, nem contra os direitos, as liberdades e as garantias dos cidadãos.”