António José Seguro está contente com os apoios que tem recebido para as eleições Presidenciais, mas avisa que não muda e ninguém o captura. Teve esta segunda-feira uma reunião com especialistas na área do combate à corrupção, congratulou-se pela promulgação da lei do lóbi e considerou a transparência uma causa. Na véspera do debate , voltou a não entrar em discussão com o adversário e disse que voltará à campanha nas ruas.
Quase que não se dá por um candidato em campanha, numa paragem por Lisboa. É mais o 'staff' e repórteres que o acompanham. Afinal, este é o único ponto da agenda do dia de António José Seguro.
O prédio em Alvalade é a sede da Transparência Internacional, onde tem à espera especialistas para uma conversa sobre prevenção e combate à corrupção, em que apenas os cumprimentos iniciais são abertos à comunicação social.
A atenção que garante que terá em Belém esteve numa mesa para nove, numa sala fechada, duas horas. Mais 15 minutos de declarações para ir marcando a campanha e repetir o receio de desmobilização.
"A mim ninguém me captura. Eu sou um homem livre, vivo sem amarras, não fiz, não farei nenhum acordo com quem quer que seja", afirma.
A resguardar-se e sem responder diretamente ao adversário, António José Seguro passa mais um dia sem que se dê por campanha na rua. Sem contactos com a população, sem barulho, sem comícios.
"A campanha começa hoje. Amanhã tenho um debate e a seguir estou na rua", acrescenta.
A promessa é de acelerar depois do debate e voltar às ruas, se o tempo o permitir.
