No meio de fábricas destruídas em Proença-a-Nova, o candidato presidencial António José Seguro ouviu esta terça-feira alertas sobre a "revolta social" após a passagem da tempestade Kristin e chamadas de atenção para "as entrelinhas" nos apoios do Governo.
António José Seguro fez-se acompanhar, pela primeira vez, pelos jornalistas, numa visita a uma zona afetada, e esteve no Parque Empresarial de Proença-a-Nova (PEPA), Castelo Branco, onde pôde ver e mostrar a destruição deixada pelo mau tempo.
Seguro frisou que o fundamental é "afastar a tradicional burocracia", pois "só que quem não conhece é que não sabe que não há uma urgência".
"A realidade é a maior pressão. As pessoas estão aflitas, precisam desses apoios. Eu não percebo qual é a dúvida. Eles têm que chegar rapidamente", disse, admitindo falar com o Governo, caso seja "útil para garantir e para ajudar a que os apoios possam chegar", mas que neste momento ainda não vê necessidade.
"Eu não pouparei nenhum trabalho que eu possa desenvolver ou ação que possa concretizar para que, de facto, os apoios cheguem ao terreno", prometeu.
A propósito da crise provocada pelo mau tempo, António José Seguro, que se tem focado sobretudo na ajuda imediata às famílias e empresas, começou já a pensar nas avaliações futuras e apontou a necessidade de uma "cultura de organização e planeamento" em Portugal.
"Este país não é assim tão grande que não se permita esse planeamento e essa organização. Nós temos que passar de uma situação de improviso e de acudir para uma situação de organização e de planeamento", disse o candidato apoiado pelo PS
Com Lusa