Há uma casa portuguesa dos emigrantes que vivem em Gutersloh, região do norte da Alemanha. Acompanhados por um baralho de cartas, sentam na mesma mesa minhotos, beirões e algarvios, que já preparam o Euro 2024.
Na cozinha, o Nuno trata das bifanas e do bacalhau, enquanto o Jorge faz as contas que a Seleção Nacional quer evitar neste europeu para terminar campeão.
"Aqui na Alemanha, acho que os imigrantes sentem mais a nossa seleção do que em Portugal, não desprezando os que lá estão", comenta Nuno Silvestre.
“Tenho uma foto do Ronaldo com o meu neto ao colo”
Há nesta casa três gerações de emigrantes portugueses: avós, pais e filhos. Boa parte dos mais novos, já nascidos na Alemanha, passaram pelo colo dos jogadores portugueses em 2006.
“Tenho uma fotografia do Cristiano Ronaldo com o meu neto mais velho ao colo”, diz Júlio Romano, presidente da Associação Portuguesa de Gutersloh, que não é caso único.
18 anos depois, não vai ser fácil repetir as mesmas fotografias, mas eles vão tentar e logo no primeiro dia, o da chegada da seleção a Gutersloh.
A comunidade portuguesa promete estar em força na chegada de Portugal a Alemanha.
