Augusto Santos Silva e Alexandra Leitão marcaram presença na campanha do PS, que passou por Santarém, na segunda-feira. No apoio a Marta Temido, que defendeu a proposta de uma nova agenda europeia de progresso e o combate às alterações climáticas, foram feitas críticas à direita e a Sebastião Bugalho.
A líder parlamentar socialista, Alexandra Leitão, acusou o cabeça de lista da Aliança Democrática de ficar verdadeiramente atrapalhado quando fala de direitos das mulheres, em especial da interrupção voluntária da gravidez.
"Não é original a tibieza quando se fala de direitos das mulheres, bem patente na atrapalhação do cabeça de lista da AD a estas eleições. A verdadeira atrapalhação quando fala de direitos das mulheres e, em especial, da interrupção voluntária da gravidez", referiu.
No encontro "Europa na Casa do Campino", em Santarém, a antiga ministra socialista afirmou que votar à direita é retroceder em matéria de direitos das mulheres.
"Não tenho nenhuma dúvida de que votar à direita, em toda a direita por igual, é abrir um retrocesso ao caminho que temos feito dos direitos das mulheres", acrescentou.
Santos Silva lembrou declaração de Bugalho
Para Augusto Santos Silva, ex-presidente da Assembleia da República, "há uma ligação entre a Europa e Portugal" e "aqueles que na Europa contestam a ocupação partidária do Estado não podem votar na AD em Portugal".
O antigo presidente da Assembleia da República acusou o Governo de adotar medidas que aumentam a despesa pública e reduzem a receita, alertando que há um risco de se entrar "em desequilíbrio orçamental", o que significa que não se pode confiar na AD para a Europa, mas sim no PS que foi quem "pôs as contas em Portugal em ordem".
O socialista também aproveitou a sua intervenção para desferir algumas críticas ao cabeça de lista da AD, Sebastião Bugalho, apesar de nunca ter citado o seu nome.
Santos Silva considera que os socialistas não apresentaram pessoas que até há poucos anos diziam que "o pior inimigo da Europa é a União Europeia" e agora querem ser membros dessa mesma União Europeia no Parlamento Europeu.
O antigo presidente do Parlamento defendeu que a Europa precisa dos socialistas, alertando para o "risco e a sombra" que é o "crescendo da extrema-direita eurocética que quer conquistar a União Europeia para destruí-la por dentro".
"Só há uma garantia contra o avanço da extrema-direita e essa garantia chama-se o voto nos socialistas", apelou
Com Lusa
