Depois de quatro corridas no continente americano, a Fórmula 1 regressa ao calor do Médio Oriente para o Grande Prémio do Qatar, a 23.ª e penúltima etapa do Campeonato do Mundo de 2025. A competição segue para Lusail num fim de semana com formato sprint: qualificação sprint à sexta-feira, corrida sprint e luta pela 'pole' ao sábado e Grande Prémio no domingo.
Inaugurado em 2004 e remodelado para a Fórmula 1 em 2021, o Circuito Internacional de Lusail estende-se ao longo de 5,419 quilómetros, com 16 curvas e uma longa reta principal que abre espaço para velocidades muito elevadas. Desde que entrou no calendário, há quatro anos, o Grande Prémio do Qatar ganhou notoriedade pela mistura única entre calor, desgaste extremo de pneus e corridas disputadas até ao limite físico e psicológico dos pilotos.
O traçado inclui uma zona de DRS (Drag Reduction System) e prevê um total de 57 voltas.
A pista é iluminada por um vasto sistema de iluminação permanente. Apesar de ser uma corrida disputada em período noturno, o calor e a humidade são os principais inimigos dos pilotos, obrigando a uma gestão física e técnica que raramente se vê noutras rondas ao longo da temporada.
O asfalto foi completamente renovado antes da edição de 2023 e, desde então, o circuito apresenta níveis de aderência muito superiores aos da estreia, em 2021, embora o desgaste nos pneus continue a ser um dos mais agressivos do Mundial.
Em que horários se realiza o GP do Qatar?
Sexta-feira, 28 de novembro:
- Treinos Livres (FP1): 13:30 - 14:30
- Qualificação Sprint: 17:30 18:14
Sábado, 29 de novembro:
- Corrida Sprint: 14:00 - 15:00
- Qualificação: 18:00 - 19:00
Domingo, 30 de novembro:
- Corrida: 16:00
Desde que entrou para o calendário, o Grande Prémio do Qatar tornou-se um daqueles eventos em que o ruído dos motores se mistura com o brilho das luzes artificiais, criando um cenário que parece mais saído de um jogo futurista do que de um campeonato com mais de 70 anos.
Um Grande Prémio nascido… quase por acidente
Quando o Qatar acolheu a Fórmula 1 pela primeira vez, fê-lo como solução de recurso para preencher o calendário pandémico. O que era para ser um "plano B" transformou-se numa relação duradoura,
O Qatar assinou um contrato de 10 anos com a Fórmula 1, garantindo presença contínua no campeonato até 2032.
Do MotoGP à F1: a segunda vida de Lusail, um traçado feito para a velocidade
Durante quase duas décadas, Lusail foi sinónimo de MotoGP. A chegada da Fórmula 1 marcou o início de um novo ciclo para o circuito e para o desporto no Qatar. Desde então, investimentos milionários transformaram a infraestrutura num dos palcos mais modernos do calendário.
A renovação de 2023 trouxe novos edifícios, novos paddocks, garagens ampliadas e zonas de hospitalidade completamente redesenhadas, aproximando Lusail dos padrões arquitetónicos vistos noutros circuitos da região, como Yas Marina ou Jeddah.
Uma arena de resistência
Lusail é rápido. Muito rápido. Curvas longas em apoio e uma reta principal interminável tornam-no num circuito onde os erros pagam-se caro e a aerodinâmica tem mais importância do que o travão.
Uma das curiosidades mais discutidas entre engenheiros é o desgaste violento dos pneus. O asfalto abrasivo e a exigência das curvas obrigam as equipas a estratégias meticulosas e a Pirelli a noites sem dormir.
Um pódio sem direito a champanhe
No Qatar não há champanhe no pódio, por razões culturais e religiosas. Os vencedores celebram com uma bebida com gás, seguindo a tradição do país anfitrião. Menos álcool, a mesma festa.
Segurança máxima, glamour máximo
O paddock de Lusail tem um dos ambientes mais controlados do calendário, mas também dos mais luxuosos. Entre os convidados, é comum encontrar estrelas do desporto, da moda e da realeza do Médio Oriente.
Quem venceu no ano passado?
Max Verstappen, que tinha conquistado o tetracampeonato na ronda anterior, em Las Vegas, não desarmou e brilhou ao sair vencedor da corrida em Lusail. O piloto da Red Bull dominou do início ao fim, sem dar hipóteses aos adversários.
Em segundo lugar ficou Charles Leclerc, da Ferrari, a cerca de 6,031 segundos do neerlandês. Apesar de não conseguir alcançar o ritmo de Verstappen, o monegasco segurou firmemente a segunda posição.
Oscar Piastri, da McLaren, ocupou o último lugar do pódio, o prémio por ter feito uma corrida sólida e sem grandes erros.
Quem lidera os Campeonatos de Pilotos e Construtores?
Pela primeira vez nesta temporada, entramos num fim de semana de Grande Prémio com a possibilidade de coroar um vencedor do Mundial de Pilotos. Uma hipótese que, neste momento, está apenas ao alcance do britânico Lando Norris.
O piloto da McLaren, que soma 390 pontos, precisa de obter ao longo do fim de semana - entre corrida sprint e Grande Prémio - pelo menos mais dois pontos que o colega de equipa Oscar Piastri e o tetracampeão mundial Max Verstappen (Red Bull).
Com 26 ou mais pontos de vantagem para Piastri e Verstappen após o GP do Qatar, Lando Norris sagra-se campeão do mundo pela primeira vez. Caso contrário, a decisão segue para a última ronda da época, em Abu Dhabi.
No Mundial de Construtores, com a desclassificação de ambos os McLaren em Las Vegas, a Mercedes praticamente assegurou a segunda posição. Soma 431 pontos, mais 40 do que a Red Bull e mais 53 face à Ferrari.


