Os pneus ainda mal arrefeceram desde o final da temporada de Fórmula 1 e a Red Bull já anunciou a saída de um dos seus nomes mais influentes. Helmut Marko, de 82 anos, estava ligado à equipa austríaca há duas décadas e desempenhava atualmente o cargo de consultor de automobilismo.
Nas últimas duas décadas, o antigo piloto austríaco de Fórmula 1 foi o responsável pelo Programa Júnior da Red Bull, tendo desempenhado um papel decisivo na seleção e promoção de talentos para a categoria principal, entre os quais os futuros campeões mundiais Sebastian Vettel e Max Verstappen.
A sua influência estendeu-se tanto à Red Bull como à Racing Bulls, equipa satélite do grupo.
Contudo, o seu percurso na estrutura austríaca ficou igualmente marcado por várias polémicas e declarações controversas sobre pilotos dentro e fora da equipa.
Em 2023, viu-se obrigado a pedir desculpa ao então piloto da Red Bull, Sergio Pérez, após ter associado os desempenhos irregulares do mexicano à sua origem, comentário que gerou ampla reprovação. O piloto acabou por deixar a equipa no final do ano passado.
Mais uma saída de peso da Red Bull
A notícia surge dois dias depois de o tetracampeão mundial Max Verstappen ter perdido o quinto título da carreira para Lando Norris, da McLaren, por apenas dois pontos de diferença, colocando fim ao domínio do piloto neerlandês e da própria Red Bull, que marcou a modalidade nos últimos anos.
O piloto neerlandês recorreu às redes sociais para expressar a sua enorme gratidão por todas as conquistas alcançadas ao longo dos últimos anos.
Helmut Marko junta-se assim a outros dois nomes de peso que, nos últimos tempos, anunciaram a sua saída da Red Bull após longos anos de vínculo.
Em maio de 2024, Adrian Newey revelou que a sua relação com a equipa terminaria em janeiro deste ano, confirmando posteriormente a mudança para a Aston Martin a partir de 2026.
Meses depois, em agosto do mesmo ano, surgia a notícia de que o britânico Jonathan Wheatley iria deixar o cargo de diretor desportivo da Red Bull para se juntar à Audi, a partir de 2026.
Mas a maior “bomba” sobre a estrutura austríaca caiu em julho deste ano, com o anúncio de que o então chefe de equipa, Christian Horner, seria afastado após 20 anos no cargo.

