Francisco Pinto Balsemão

Pinto Balsemão "foi um baluarte da democracia portuguesa", afirma Horta Osório

Francisco Pinto Balsemão morreu na terça-feira, aos 88 anos, de causas naturais. "Portugal fica hoje mais pobre", diz o gestor, que há cerca de um ano renunciou ao cargo de administrador da Impresa para se dedicar à sua atividade internacional.

Antonio Horta-Osorio
Antonio Horta-Osorio
Simon Dawson

O gestor e ex-banqueiro António Horta Osório afirmou esta quarta-feira que Francisco Pinto Balsemão, falecido na terça-feira, foi um baluarte da democracia portuguesa e um defensor intransigente da liberdade de imprensa, considerando que Portugal fica mais pobre.

"Francisco Pinto Balsemão foi um baluarte da democracia portuguesa e um defensor intransigente da liberdade de imprensa", disse António Horta Osório, numa reação à sua morte, enviada à agência Lusa.

"Portugal fica hoje mais pobre", concluiu o gestor, que há cerca de um ano renunciou ao cargo de administrador da Impresa para se dedicar à sua atividade internacional.

Fundador do semanário Expresso, ainda durante a ditadura (1973), e da SIC, a primeira televisão privada em Portugal, morreu na terça-feira aos 88 anos, de causas naturais.

Em 1974, após o 25 de Abril, fundou, com Francisco Sá Carneiro e Magalhães Mota, o Partido Popular Democrático (PPD), mais tarde Partido Social Democrata PSD. Chefiou dois governos depois da morte de Sá Carneiro, entre 1981 e 1983, e foi, até agora, membro do Conselho de Estado, órgão de consulta do Presidente da República.