Francisco Pinto Balsemão

A "mesa de Pinto Balsemão" no restaurante Pabe onde se decidia política nacional

Era neste restaurante em Lisboa que Francisco Pinto Balsemão ia comer um prego à hora de 'fecho' do Expresso. Foi também no local que fez muitas entrevistas e reuniões, sempre à cabeceira da mesma mesa. Mesmo mais afastado da vida política, e com a sede do Expresso já em Paço de Arcos, continuava a frequentar o Pabe "assiduamente" até há um ano.

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O restaurante Pabe, em Lisboa, era um local frequentado por Francisco Pinto Balsemão, que morreu esta terça-feira, aos 88 anos. O atual proprietário, Luís Espírito Santo, conta que tem uma 'mesa dele' no espaço, onde recebia os convidados e onde muita política do país foi decidida.

Era neste restaurante que Francisco Pinto Balsemão, fundador do Expresso, ia comer um prego à hora de 'fecho' do jornal. Foi também no local que fez muitas entrevistas e reuniões. Mesmo mais afastado da vida política, continuava a frequentar o restaurante "assiduamente" até há um ano.

Em declarações à SIC, Luís Espírito Santos conta que Pinto Balsemão tinha uma 'mesa dele', onde se sentava sempre à cabeceira e recebia os convidados.

"Almoçou comigo e com o meu sócio antes de abrirmos o espaço para lhe mostrarmos caricaturas dos políticos, onde ele está incluído", conta o atual proprietário do Pabe.

Muita política nacional foi decidida neste espaço, 'vizinho' da primeira sede do Expresso, acrescenta.

"Ficará sempre como a mesa de Francisco Pinto Balsemão. Estamos a pensar fazer uma placa para deixar a memória do Dr. Todos os funcionários e clientes sabem que é a mesa do Dr. Pinto Balsemão. Era aqui que sempre almoçava, a mesa estava sempre reservada para ele."

Luís Espírito Santo descreve Francisco Pinto Balsemão como um homem "simples" e "cordial com todos os empregados", que tratava "todos por igual".

"Comia sempre umas vieiras quando chegava", descreve, acrescentando que havia um "cerimonial descontraído".

Morreu aos 88 anos de causas naturais

Fundador do semanário Expresso, ainda durante a ditadura (1973), e da SIC, a primeira televisão privada em Portugal, morreu na terça-feira aos 88 anos, de causas naturais. Os últimos momentos de vida foram acompanhados pela família.

Em 1974, após o 25 de Abril, fundou, com Francisco Sá Carneiro e Magalhães Mota, o Partido Popular Democrático (PPD), mais tarde Partido Social Democrata PSD.

Chefiou dois governos depois da morte de Sá Carneiro, entre 1981 e 1983, e foi, até agora, membro do Conselho de Estado, órgão de consulta do Presidente da República.