Recuamos a 2002, ano em que se celebrava uma década de SIC. No aniversário da estação, Francisco Pinto Balsemão respondeu a várias personalidades e já na altura havia uma certa inquietude sobre o futuro do jornalismo.
Na altura, o "patrãozinho", como se referiu Herman a Balsemão, destacava como a SIC se tinha adaptado "às necessidades da sociedade" e que "através da informação e também através dos programas" a estação tinha dado "voz ao cidadão anónimo".
"É importante nós não contarmos só as desgraças. É importante também explicarmos e mostrarmos que há coisas boas, que há pessoas que estão a fazer coisas fantásticas. Essas pessoas têm direito e nós temos a obrigação de as pôr no ecrã também", dizia Francisco Pinto Balsemão.
Bárbara Guimarães questionava o que era para o fundador da SIC "uma televisão com qualidade". Balsemão respondia, mas sem demasiados "autoelogios", pois considerava isso "perigoso", o "cair na arrogância".
"A qualidade não é ir buscar as minorias eruditas que apreciam um determinado tipo de programação que não chega à grande massa das pessoas. A qualidade é, sobretudo, encontrar um denominador comum, o mais alargado possível, em que as pessoas se sintam representadas ou em que as pessoas entendam que estão a divertir-se e, se possível, estão a aprender qualquer coisa", apontava.
Francisco Pinto Balsemão defendia ainda que a SIC era muito mais do que as pessoas que por cá trabalhavam ou que estavam naquele programa, "a SIC são também todos os espectadores".
