Queda do BES

Substituto de Ivo Rosa tem quatro meses para decidir megaprocesso BES

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Ivo Rosa considera a missão impossível.

O juiz Ivo Rosa já tinha pedido, em junho, para deixar o Tribunal Central de Investigação e Ação Penal, ainda antes de ser aberto o concurso que levou agora à sua substituição.

O magistrado vai ser substituído por um outro juiz, efetivo há pouco mais de um ano, que ficará responsável pelo gigantesco processo BES.

Juiz efetivo há pouco mais de um ano, foi escolhido para o Tribunal Central de Instrução Criminal onde, por lei, só deveriam entrar magistrados com mais de 10 anos de carreira.

À SIC, a associação sindical de juízes portugueses explicou que isto acontece por “não ter havido mais nenhum juiz com antiguidade que quisesse ir para ali”.

Pedro Santos Correia, o novo magistrado do Tribunal Central de Investigação e Ação Penal, passa diretamente da comarca de Celorico da Beira para um trabalho em exclusividade no processo BES.

Terá quatro meses para conhecer um processo com 938 volumes, cerca de quatro terabytes de informação, ouvir centenas de testemunhas e decidir se leva ou não a julgamento Ricardo Salgado e outros 25 arguidos julgados pela queda do BES. Ivo Rosa considera a missão impossível.

Alvo de um processo disciplinar, que suspende a promoção ao Tribunal da Relação, Ivo Rosa foi substituído sem novo cargo para ocupar. Numa carta ao Conselho Superior da Magistratura, mostrou o desagrado.

"Na sequência do movimento judicial, deixei de ser juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal e deixei de ter lugar em qualquer tribunal de primeira instância”.

O único processo com que vai continuar é o que ficou conhecido como a máfia do sangue. Isto porque, segundo a lei, o juiz que inicia o debate instrutório deve levá-lo até ao fim.

A 14 de junho deste ano, quando foi notificado dos fundamentos do processo disciplinar de que está a ser alvo, pediu para ser transferido para a Madeira, para o Juízo Central Criminal do Funchal, mas o requerimento ficou até agora sem resposta.

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