As autoridades israelitas garantem que, ao longo deste domingo, os sistemas de defesa antiaérea conseguiram intercetar todos os mísseis e drones lançados pelo Irão. No entanto, durante a madrugada, os bombardeamentos provocaram pelo menos 11 mortos. Há ainda desaparecidos, e as equipas de socorro continuam no terreno.
Em Bat Yam, uma pequena cidade costeira a sul de Telavive, as equipas de resgate trabalham contra o tempo para encontrar sobreviventes entre os escombros de edifícios residenciais atingidos por um míssil iraniano.
Durante a tarde, os trabalhos de resgate foram acompanhados por várias figuras do Estado, incluindo o presidente de Israel e o ministro da Segurança Nacional - este último alvo de protestos da população, que o acusou de ter abandonado os reféns em Gaza. Benjamin Netanyahu esteve também presente e prometeu vingança pela morte de civis.
Segundo as autoridades israelitas, todas as vítimas dos últimos três dias foram atingidas em casa ou na rua. Centenas de pessoas salvaram-se graças aos abrigos subterrâneos que, contudo, não existem de forma equitativa em todo o território. Na cidade de Tamra, no norte do país, predominantemente árabe, não existem bunkers públicos. Foi aí que quatro mulheres morreram durante um ataque ocorrido de madrugada.
No Irão, também há vítimas civis, mas os números concretos são difíceis de confirmar. A comunicação social, fortemente controlada pelo regime, tem dado prioridade à resposta militar iraniana, omitindo detalhes sobre os danos causados pelos bombardeamentos israelitas.
Num sinal de possível agravamento do conflito, as forças israelitas pediram este domingo aos habitantes de Teerão que evitem zonas próximas de potenciais alvos militares. Um pedido difícil de concretizar, especialmente quando os ataques já atingem setores estratégicos como a energia.
Para já, a liderança política iraniana não parece estar a ser visada, mas isso pode mudar nos próximos dias.

