O Governo insiste que não tem de garantir a segurança da flotilha humanitária que vai levar Mariana Mortágua até Gaza. Apesar de tudo, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, diz que qualquer cidadão português pode aceder ao apoio dos serviços consolares fora do país.
Em Junho, Greta Thunberg regressava a casa depois de ter sido deportada de Israel. A ativista sueca foi detida pelas autoridades israelitas depois de ter tentado entrar em Gaza de barco para entregar ajuda humanitária.
A viagem vai repetir-se este domingo e na flotilha também vai seguir a líder do Bloco de Esquerda. Mariana Mortágua exige proteção ao estado português.
“É algo que me parece inusitado", disse à Lusa o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, esclarecendo que o Estado português "não tem nada que proteger, nem acompanhar" a flotilha humanitária.
"Não vamos desencadear uma guerra contra Israel"
Enquanto decorria uma reunião ministerial informal, no âmbito da presidência dinamarquesa do Conselho da União Europeia, em Copenhaga, Paulo Rangel explicou que a iniciativa é da sociedade civil e que "o Estado português não organizou esta missão, o Estado português não está vinculado a esta missão".
"Não vamos agora pôr a frota da Armada Portuguesa a acompanhar esta flotilha ou a desencadear uma guerra contra Israel, não sei bem o que é que se pretende", completou o governante, recordando que a imunidade parlamentar da coordenadora do Bloco de Esquerda não dá a Mariana Mortágua imunidade diplomática."
Com Mariana Mortágua vão estar representantes de 44 países entre atores, políticos e ativistas.
Vão seguir viagem em vários barcos de pequenas dimensões e têm o objetivo simbólico de quebrar o cerco a Gaza e fazer chegar ajuda humanitárias às populações.
São duas semanas até chegarem ao destino e, para além da líder do Bloco de Esquerda, na comitiva portuguesa segue ainda a atriz Sofia Aparício e o ativista Miguel Duarte.
Com Lusa
