A Cruz Vermelha retirou-se da cidade de Gaza devido à intensificação das operações militares israelitas e alertou que "dezenas de milhares de pessoas" que ali permaneceram enfrentam "condições humanitárias terríveis".
"A intensificação das operações militares na cidade de Gaza forçou o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) a suspender temporariamente as atividades no escritório" local, anunciou a organização num comunicado.
O pessoal da Cruz Vermelha foi transferido para o Sul da Faixa de Gaza, "de modo a assegurar a segurança das equipas e a continuidade das operações", referiu, citado pela agência France-Presse (AFP).
O CICV garantiu que mantém o compromisso de regressar à principal cidade do enclave palestiniano "assim que as condições o permitirem".
"Isto acontece enquanto dezenas de milhares de pessoas que permanecem na cidade de Gaza enfrentam condições humanitárias terríveis e precisam desesperadamente de mais ajuda", alertou.
O CICV precisou que continuará a prestar apoio à população e aos hospitais que ainda funcionam na capital, "sempre que as circunstâncias o permitirem", segundo a agência espanhola EFE.
Tentará fazê-lo a partir dos escritórios em Deir al-Balah, no centro do enclave, e na cidade de Rafah, no Sul, onde as instalações continuam "totalmente operacionais".

