O plano de paz de Donald Trump para Gaza pressupõe a criação de um Estado palestiniano, mas as perspetivas económicas de um Estado viável estão cada vez mais longe da realidade. Os corredores de transporte utilizados pelas empresas estão destruídos e os funcionários das instituições palestinianas não recebem salários. A Autoridade Palestiniana, que exerce uma governação limitada nas áreas onde vive a maior parte da população da Palestina, considera-se a única representante do povo, mas é acusada de má gestão e tem, alegadamente, sido alvo de restrições por parte de Israel. É por aqui que começa a análise da atualidade internacional de Luís Ribeiro.
"Depois de uma primeira fase de bastante otimismo em relação a este acordo, começam alguns agentes a 'pôr água na fervura'.
O Hamas ontem, por exemplo, deu uma entrevista à BBC, através de um alto responsável do grupo, em que dizia que não iam aceitar este acordo e compreende-se.
Este acordo é muito concreto numa coisa, na questão dos reféns, portanto os reféns são libertados imediatamente em 72 horas, portanto em três dias, mas é muito vago, muito ambíguo em tudo o resto.
Não há prazos para a entrega dos prisioneiros palestinianos, não há prazo para a retirada do exército israelita e depois há uma série de pormenores que dão margem de manobra para o processo ser interrompido ou descarrilado, se quisermos, a qualquer momento", explica o comentador a SIC.
Estes são temas em análise no habitual explicador do Jornal do Dia, com início por volta das 13:45, esta quarta-feira com o comentador da SIC, Luís Ribeiro.

