Guerra no Médio Oriente

Qatar, Egito e Turquia estarão a pressionar Hamas a aceitar plano de paz dos EUA

Nas últimas horas, a imprensa internacional tem avançado versões contraditórias sobre a posição do Hamas. Depois de ter sido noticiada a recetividade ao plano de Trump, a BBC diz que o grupo se prepara para rejeitar o documento, por exigir que entreguem as armas.

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O Hamas poderá anunciar ainda esta quarta-feira se aceita, ou não, o plano de paz de Trump para Gaza. Os mediadores do Qatar, Egito e Turquia estarão a pressionar o grupo a não tentar negociar alterações ao acordo e a aceitar a proposta.

Questionado sobre o prazo que daria ao Hamas para responder ao plano para a paz em Gaza, Donald Trump respondeu com um ultimato: "três, quatro dias ou o inferno".

A pressão não será alheia à data do anúncio do Prémio Nobel, 10 de outubro, que Trump, sem rodeios, ambiciona. Nas últimas horas, a imprensa internacional tem avançado versões contraditórias sobre a posição do Hamas.

Depois de ter sido noticiada a recetividade ao plano de Trump, a BBC diz que o grupo se prepara para rejeitar o documento, por exigir que entreguem as armas.

Os mediadores do Catar, os egípcios e os turcos estarão a pressionar o Hamas a aceitar o acordo, que não vão conseguir alterar.

Uma rejeição daria luz verde ao Governo israelita para prosseguir a ofensiva, com o respaldo dos que apoiaram a proposta de paz de Trump.

A perspetiva de um cessar-fogo após o encontro de Netanyahu na Casa Branca não abrandou as operações militares.

O exército israelita isolou, esta quarta-feira, o norte da Faixa de Gaza, depois de anunciar o bloqueio do último acesso à região.

Os bombardeamentos israelitas também não cessaram. Na última madrugada, mataram mais de 20 palestinianos.