O Governo espanhol chamou esta quinta-feira a encarregada de negócios da embaixada israelita em Madrid por causa da detenção dos membros da flotilha para Gaza, sublinhando que estavam em águas internacionais, não representavam ameaça e não podem "acusados de nada".
"Não representavam qualquer ameaça, nem tinham qualquer intenção de hostilizar, de realizar qualquer tipo de ação ilegal e, portanto, entendo que não devem ser acusados de absolutamente nada", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) de Espanha, José Manuel Albares, em declarações à televisão RTVE.
"Não vou aceitar nenhuma acusação injusta e infundada contra eles", insistiu o ministro, que realçou que os membros da flotilha que pretendia chegar ao território palestiniano da Faixa de Gaza com ajuda humanitária exercia o direito de "passagem inocente" em águas internacionais e os espanhóis que iam nos barcos podem e devem regressar a Espanha imediatamente.
José Manuel Albares disse que já esteve em contacto com o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel, mas que chamou também hoje a encarregada de negócios israelita em Espanha, Dana Erlich, para lhe transmitir a posição espanhola e que os cidadãos de Espanha que integravam a flotilha são pessoas solidárias e pacíficas, que tinham objetivo "única e exclusivamente humanitário".
Israel não tem embaixador em Espanha desde maio de 2024, quando o governo liderado por Pedro Sánchez reconheceu o estado da Palestina, e Dana Erlich é atualmente a máxima responsável pela representação diplomática.
Nos barcos da Flotilha Global Summud seguiam 65 espanhóis, segundo o MNE, que revelou que um primeiro grupo chegou a terra, em Israel, por volta das 7h00 (hora de Portugal), mas os diplomatas de Espanha em Telavive ainda não puderam contactar com nenhum dos detidos.
Albares voltou a garantir "toda a proteção diplomática e consular" aos membros da flotilha.

