O Estado da Palestina acusa Israel de voltar a violar o direto internacional ao ter intercetado pelo menos 39 dos 44 barcos a flotilha humanitária Global Sumud nas últimas horas, nomeando a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar e outros princípios humanitários.
Em comunicado, citado pela WAFA Agency (agência de notícias palestiniana), diz estar preocupado com a segurança dos 470 participantes da missão, dezenas dos quais já detidos, e reitera que a flotilha é uma iniciativa pacífica e liderada por civis para quebrar o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza e pôr fim à política de fome e genocídio de Israel, de acordo com o direito internacional.
O Estado da Palestina diz ainda que Israel não tem autoridade nem soberania sobre as águas palestinianas, que se estendem desde a Faixa de Gaza ao longo de águas internacionais e volta a sublinhar que a ocupação israelita na Palestina foi declarada ilegal pelo Tribunal Internacional de Justiça,
"A Flotilha Global Sumud tem o direito de livre passagem em águas internacionais, e Israel não deve interferir em sua liberdade de navegação, há muito reconhecida pelo direito internacional", indicou em comunicado.
O comunicado deixa ainda um elogio aos "corajosos" ativistas que embarcaram nesta missão e apela à comunidade internacional para que lhes garanta proteção.

