Guerra no Médio Oriente

Flotilha: Greta Thunberg continua detida enquanto outros ativistas já regressaram aos seus países

Esta segunda-feira está a ser marcada pelo início de negociações indiretas entre Israel e o Hamas no Egito, na véspera de se completarem dois anos do ataque do grupo extremista palestiniano que deu início à guerra.

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Nas últimas horas, vários ativistas detidos por Israel estão a regressar aos respetivos países, exceto Greta Thunberg, que permanece nas mãos das autoridades israelitas.

Tal como em Portugal, ativistas humanitários que seguiam na flotilha vão chegando a vários países europeus, como o Reino Unido, Espanha, ou Tunísia, onde descrevem maus-tratos por parte de Israel.

Vários ativistas descrevem que as autoridades israelitas submeteram Greta Thunberg a atos humilhantes como beijar a bandeira de Israel ou permanecer numa cela infestada por percevejos. Ao final desta manhã, a ativista sueca ainda não tinha sido libertada.

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Apesar de estar a apenas quatro centenas de quilómetros da fronteira de Gaza, a estância balnear egípcia de Sharm el-Sheikh - onde deverão decorrer negociações indiretas entre Israel e o Hamas - parece um outro planeta comparado com a faixa de terreno que há dois anos vem sendo sistematicamente destruída pelas forças de Israel.

Aliás, as imagens de ruas espaçosas, algumas a desembocar em docas a partir das quais era possível pescar, registadas antes de 7 de outubro de 2023, torna-se difícil de acreditar para os mais de dois milhões de habitantes e particularmente para aqueles que viveram as curtas vidas debaixo de um constante estado de guerra.